COMPARTILHAR
Continua depois da publicidade.

Vou contar um causo de um parente do meu pai chamado Raimundo Mané das Éguas. Eu era meninote e morava em uma comunidade chamada Abreu, mas a gente falava Zabreu, o povoado ficado indo para Bom Despacho próximo a Comunidade São Francisco de Assis; e em meados 1970 e eu cresci ouvindo meus pais falarem do Raimundo Mané das Éguas, diziam que ele fazia muita bagunça e gostava de cantar, mas ele sumiu para Goiás. Naquela época era comum o povo ira para aqueles lados de Goiás, eu não sabia o que tanto o povo de Samonte via naquele lugar.

Certo dia eu ia com meu pai e minha mãe na cidade,  agente ia a pé, descalço e era estrada de chão; a gente ia fazer a intera do mês no armazém do Laninho e da Balbina porque na roça já tinha muita coisa pra gente comer. Dentro do Embornal a gente guardava um par de sapato para usar quando chegasse na cidade.

Continua depois da publicidade.

Naquela época as coisas eram muito difíceis, uma “caristia” danada, e meu pai tinha o terreno dele, mas trabalha também para o senhor Antenor Olinto e para o Doca.

Um dia resolvemos mudar para a cidade de Santo Antônio do Monte; e despejamos no mudança no beco do Acácio, só que o caminhão não chegou na porta de casa, e eu pensava o tempo todo que a gente tinha saído de uma roça pra ir pra outra roça, porque naquela época  a cidade era só até perto da rodoviária, o resto era só mato. Mas ali a gente foi ajeitando nossas coisinha, eu sempre com o meu radinho. E esse povo não parava de falar nesse Mané das égua, que estava vindo de Goiás para Santo Antônio do Monte e eu pensei comigo que ia arrumar um emprego para quando o Mané chegasse eu já tivesse um gravador para gravar o que ele dizia. Pois bem, eu fui trabalhar de entregador de leite para o Élcio do Totonho Norato (Zagalo) e o primeiro dinheiro que eu ganhei comprei um gravadorzinho a prestação do Valtinho do Tõe Pires.

Um dia esse Mané da éguas chegou lá em casa rindo e brincando com o meu pai, e ali ele sentou e cismou que queria cantar uma música, nesse meio tempo comprei as pilhas para o gravador, preparei esse gravador e ele a cantar a música do Moreno e Moreninho, João Boiadeiro. Ele cantou…cantou… e na hora que fui ver não tinha gravado. Ele foi cantou…cantou… e não o negócio não gravava.  Quando deu sete vezes de tentativa esse homem “tava” roxo de tanto esgoelar. Quando fui ver…eu apertava a para gravar, mas não soltava o pause. O homem quase que ficou sem voz, porque ele cantava muito alto achando que assim ia gravar.

José Antônio (Rádio Samonte FM) bandeirantes@isimples.com.br
José Antônio (Rádio Samonte FM)
[email protected]

 

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp