COMPARTILHAR
Continua depois da publicidade.

Nessa ocasião eu trabalhava no setor de cores da Fogos São Geraldo, juntamente com Wilian Cabeção, Chalá Bagã, Divino, uma turminha boa. Eu nunca fui ligado à futebol, mas eu gostava de sair mais cedo da fábrica nos dias de jogos. Ali a gente fabricava as bombas de uma a doze polegadas. E nessa época a fábrica distribuía aos funcionários alguns fogos para comemorarem os jogos. E no meu setor de cores eu produzia umas bombas especiais, de tiro seco, de cerca de três polegadas, de jogar no chão, deixar fumegando e correr.

Eu morava na rua Joaquim Veloso de Andrade, perto do velório municipal, numa casa do saudoso Raimundo Tomaz.

Continua depois da publicidade.

Na hora do jogo eu não sabia quem estava fazendo gol, queria era chegar fogo na espoleta. Eu jogava as bombas no meio da rua. Não passava ninguém mesmo, já que todo mundo estava assistindo o jogo!

Mas um certo dia joguei a bomba no meio do asfalto. Ela dava um tiro de estremecer o chão. De repente aponta um carro lá perto do cemitério e vem andando devagarzinho.

E a bomba no meio do asfalto fumegando. O motorista era o saudoso Toninho Capim Seco junto com o saudoso Edu, do Cláudio do Caminhão. Eles não viram a bomba fumegar. Fiquei cortando preguinho. O carro se aproximando da bomba fumegante.

Eles passaram com o carro em cima da bomba. Foi a conta deles passarem e andarem uma distância, a bomba estourou, que empurrou o carro para frente com o vácuo do tiro. Quase cometi uma arte grande! Mudei para a frente ali na mesma rua Joaquim Veloso de Andrade, em frente à auto escola Trade (hoje é a oficina do Chagas). Era uma casa antiga, onde o Donizete do Sete Ouro foi criado, casa da família da dona Anunciação. Era uma casa com forro no teto. Ali tive grandes comemorações e grandes problemas com as bombas.

Uma vez soltei uma delas no quintal na hora de gol e arrebentou um cano de água. Ao invés de assistir o jogo, tive que consertar. Em outra vez, os estilhaços de uma bomba espatifou uma calça jeans novinha que estava no arame. Em outra vez, soltei a bomba no lote vago do vizinho. Do nada, pegou fogo no mato do lote. Dava uma labareda numa altura doida e lambia fogo perto da casa velha onde morávamos. E o forro pega fogo igual pólvora!

Foi um rebuliço danado para apagarmos esse fogo. E cada bomba, a preocupação não era com o jogo. Era com os tiros. Porque tinha uns carunchos no teto dessa casa velha que caía na cabeça do povo. Até os vizinhos saiam e diziam: “Zé Antônio, cê mata nós de susto!”.

Teve um outro jogo que resolvi fazer um foguetinho buscapé. A gente punha fogo neles e eles saíram correndo e no final da queima da pólvora dava um tiro. Soltei um na sala onde os convidados assistiam o jogo. Olha que cabeça! Soltava dentro de casa só para ver a turma correr! Eu queria mesmo era pregar fogo na bomba.

 

José Antônio – Locutor da rádio Samonte FM E- mail: bandeirantes@isimples.com.br
José Antônio – Locutor da rádio Samonte FM
E- mail: [email protected]

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp