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No meu tempo de menino usava muito a gente vender Ki big na rua, o Ki big era o famoso picolé. E na ocasião eu ia na casa da dona Ilda, esposa do saudoso Virgílio Loredo, mãe do Valdir e da Ivone, vender geladinha (chup-chup) e Ki Big, entre outros lugares que o pessoal já me esperava.

Eu ia na fábrica de Ki big, do famoso Quito do Horácio, que se chamava Picolés Ki joia, para pegar as encomendas para vender; e ali eu chegava e as filhas do senhor Lázaro do fubá estavam ali fabricando picolés. A fábrica ficava perto da Escola Waldomiro de Magalhães Pinto, no bairro Dom Bosco.  Só que a minha vontade era pegar um carrinho para vender os Ki big, mas o senhor Quito não deixava porque eu era muito pequeno, então eu saía apenas com a caixinha de isopor, e assim eu fazia várias viagens buscando e levando picolés.

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Eu vendia muito, e algumas pessoas até arrematavam os picolés que estavam na caixinha, mas vender mesmo eu vendia quando tinha jogo no Campo do Flamengo ou do Nacional. E ali eu tinha que ir e voltar o tempo todo para carregar a caixinha de picolé.

Um certo dia eu peguei uma caixa de Ki big e desci para o Centro passando pela antiga  Estação  Ferroviária, indo para a rua Benedito Valadares onde ficava a antiga rodoviária onde o senhor Delfino vendia as passagens e também tinha o bar do Davi, e ali passavam vários turistas que iam para a praia de  Lagoa da Prata.  E lá estava na rodoviária um ônibus de turismo preparado para ir à Lagoa da Prata, quando um me chamou de dentro do ônibus querendo comprar picolé. Só que eu deveria ter ido na porta do ônibus e vendido, mas eu apenas coloquei a caixa na cabeça para eles pegarem, e eles limparam a caixeta de picolé. E naquele meio tempo o motorista do ônibus começou a arrancar para ir embora, mas eu estava satisfeito porque olhei a caixeta de Ki big e ela estava vazia, mas e para receber?

O danado do ônibus foi só subindo, passando próximo a linha de ferro,  passando pela rua Dr. Álvaro Brandão, passando pelo bar do João Nhonhoca, pai do Binho do bar, passou também pelo bar do Luís Carlos do Chiquinho Ferreira, do armazém do saudoso Olavo Mantiba, do boteco do zagachado, armazém do Laninho, do Tõe de Paula,  armazém do Zé Luís Braga,  da Cerealista Cabral; e eu correndo atrás do ônibus pra esse povo me pagar. Gente do céu! Eu fui até na entrada da cidade atrás desse ônibus, mas não adiantou.

Eu tive que vender picolé o mês inteiro para pagar o Quito. Venda igual essa… foi boa, mas eu não recebi nenhum centavo.

 

José Antônio – Locutor da rádio Samonte FM E- mail: bandeirantes@isimples.com.br
José Antônio – Locutor da rádio Samonte FM
E- mail: [email protected]

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