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Isaias Junior Ribeiro é filho de Candido Antonio Ribeiro (In Memorian) e Ana Lucia Ribeiro, neto de Dona Maria Joana Lino dos Santos (Dona Fia do Hospital do Doutor Ciro), nascido em 10 de fevereiro de 1976, criado em Lagoa da Prata.

Policial Militar, atualmente é Instrutor do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – Proerd, Assessor de Comunicação Organizacional da 107ª Cia PM.

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Trabalhou nas Rádios Tropical e Divinal, Crediprata, Multi do Brasil e Multicom, Banda RZ Show e Prefeitura Municipal de Lagoa da Prata.

Música, literatura, ouvir as pessoas e contar suas histórias, são suas áreas de interesse. Cursando Direito na PucMinas Arcos, trabalha com palestras mostrando o perigo das drogas e os riscos do estilo de vida alinhado com a violência.

Confira o primeiro texto do escritor ao Portal TV Cidade.

Meu Amor, igual não há

Havia muito tempo aguardava um amor igual ao teu. Amor assim, como diria o poeta, “não há”.

Inventaram vários tipos de amores: amor de Deus, amor bandido, amor fortuito, amor casual, amor de primavera, amor de verão, amor de amigo, amor de irmão, amor de mãe (sobre o qual não escrevo, por respeito e por não sabê-lo), amor de pai, amor Ágape, amor-amor, amor por medo, amor de poeta, amor de Jesus (amor ao mundo inteiro)…

São muitos tipos de amores, caríssimos amigos, todos com a sua inteligência, com a sua complexidade, com a sua descrição multiforme e variada. Há muito amor ainda para ser vivido até que o mundo acabe. Há muito amor ainda para ser chorado até que o futuro se nos abra a porta. Mas nenhum amor é igual ao teu. Nenhum. Sonhei com um amor assim.

Com um amor no qual a pessoa dona dele sempre estivesse assim, bem juntinho de mim, bem pertinho… Tão perto que eu sentisse sua respiração, seu fôlego, o calor do seu hálito, a proximidade de sua boca. Um amor que não tivesse cor: que fosse vermelho como a paixão, verde como a esperança, amarelo como a riqueza, azul como o infinito, negro como o desconhecido, branco como a incógnita do amanhã.

O amor não tem idade. O amor não tem qualquer relação com o tempo. Ele não permite se prender a números, datas, meses, horas, minutos. Um minuto ao teu lado são anos de espera. Uma hora sem você é a eternidade de uma vida inteira. Um segundo ao seu lado vale mais que um dia.

O amor não tem preço. De que vale todo o dinheiro do mundo se eu não posso ter você ao meu lado para usufruí-lo? O amor é imune a qualquer tipo de influência monetária. O verdadeiro amor não se rende à ofertas, não se dobra a pagamento. Amor sustentado por dinheiro é como um paciente ligado à uma máquina. Não sobreviveria. O amor comprado não é amor. É outra coisa; menos amor.

O amor gera sonhos e saudade.

Quem nunca se pegou a contemplar imagens do passado, amores perdidos, amores pensados, amores que se foram, amores e amores: aqueles que tinham tudo para dar certo mas não deram; amores nos quais todos apostavam, inclusive nós, mas por força ou obra do destino, não aconteceram… Amores que foram embora sem dizer adeus. Amores que não eram amores. Eram sentimentos outros, diversos do verdadeiro e mais puro amor.

O amor não obedece aos sentidos. O amor não pode ser totalmente apreendido pelos sentidos. O amor não se prende à visão, pois ninguém pode contemplá-lo como um todo. Apenas em parte, como em um espelho. O amor não se prende aos ouvidos, pois a audição não pode tomá-lo, apreendê-lo, detê-lo. O amor não se prende à fala, pois não existirão palavras que possam descrevê-lo, moldá-lo, pintar-lhe cores, dar-lhe dimensão. O amor não pode ser contido nem pelos braços, nem pelas pernas, nem pelas mãos.

O amor não cabe em lugar algum, e qualquer lugar pode receber-lhe. O amor não tem forma alguma. O amor não carrega nada consigo. Nem o choro incontido pode abrangê-lo. O amor a nada se associa. O amor é algo que não pode ser dito.

Queria sinceramente um amor igual ao teu. Não tenho nada para dar a você que possa merecer seu amor. O amor é lindo! Meu amor, igual não há!

Histórias que o povo conta…

IJR/

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