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Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializada em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 8842-4204 e 3262- 2132 Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br
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Clara estava triste e envergonhada, sentia-se mal, até que conseguiu compreender e explicar a razão de estar daquela forma. Contou que achava-se bonita e que muitos rapazes interessavam-se por ela, no entanto, considerava que Ana, sua colega de trabalho, era mais bonita e simpática. Conscientizou-se de que sentia inveja da colega e isso fez com que outros sentimentos surgissem em Clara: de tristeza e vergonha. Mas afinal, por que ela se sentiu envergonhada e triste? Porque se culpou por estar vivenciando um sentimento socialmente mal visto: a inveja. Possivelmente tal avaliação se deu por ter aprendido a distinguir que, socialmente os sentimentos tem valores diferentes: alguns são considerados dignos de mérito e outros de vergonha.

Mas afinal, é feio sentir inveja? Não. A inveja é um sentimento natural e, no meu entendimento, raízes históricas explicam o fato de ela ser considerada proibida. Há registros religiosos, por exemplo, de que um irmão matou o outro por causa da inveja. Uma generalização de situações como esta pode ter levado à conclusão equivocada de que invejar é algo perigoso e, por essa razão, a inveja ainda hoje é ensinada como sendo algo proibido. Cabe considerar que há por trás deste ensinamento a intenção positiva de promover uma organização social, visando inclusive a preservação da espécie humana. Afinal, não é desejável que as pessoas saiam por aí matando ou fazendo mal umas para outras! O que não é dito, no entanto, é que algumas pessoas sentem inveja, mas nem por isso fazem mal a alguém.

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É importante compreender que invejar é em primeiro momento admirar aquilo que o outro tem e, tal admiração, pode ser usada como inspiração para a busca de um crescimento pessoal. Não há nada de errado em querer buscar e conseguir para si mesmo aquilo que se admirou no outro. No entanto, ao invés de agirem com a intenção de melhorarem a si mesmas, algumas pessoas focam suas ações em tentativas de eliminar aquilo que o outro tem de bacana. Obviamente, a primeira alternativa é a mais interessante, tanto para quem inveja quanto para quem é invejado. Está claro então que o problema de fato não está em invejar, mas nos comportamentos que acompanham tal sentimento.

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