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Há alguns dias eu me divertia e refletia enquanto observava a cena de uma pequena criança em seu processo de aprender a caminhar sozinha. Ele andava alguns passinhos, caía, achava graça do próprio tombo, se levantava e voltava a caminhar. Fiquei atenta e maravilhada com aquele momento tão especial de aprendizagem na vida daquele garoto e comecei a pensar sobre aquilo que via acontecer logo à minha frente.

Será que ao tornar-se “gente grande” aquele garoto continuará com a mesma disposição para lidar com os repetidos tombos que a vida lhe apresentará?

Será que ao tornar-se “gente grande” aquele garoto continuará com a mesma disposição para lidar com os repetidos tombos que a vida lhe apresentará? Será ele capaz de achar graça dos próprios tombos e focar-se novamente no seu objetivo de reerguer-se?

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E foi com essa reflexão que percebi a importância da humildade em nossas vidas. Aquela criança não se preocupava em avaliar se seu tombo foi bom ou ruim, mas focava-se em aprender com ele, encarando-o como uma oportunidade de aprendizagem. Após cair havia sempre um adulto que lhe dizia: “Levante, vamos, isso não foi nada!”. Mas coisas vão mudando na medida em que vamos crescendo, não é verdade?

Enquanto vamos crescendo vamos também aprendendo que, diferentemente das crianças, dos adultos não são tolerados erros

Enquanto vamos crescendo vamos também aprendendo que, diferentemente das crianças, dos adultos não são tolerados erros. Gente grande tem que acertar sempre! As crianças, ao se tornarem mais crescidinhas já se acostumam a ouvir: “Meninooo… por que você fez isso? Que coisa feia! Você não acha que já é bem grandinho para fazer isso não?” E assim vamos aprendendo que errar é feio, que errar é proibido, que é coisa de gente pequena (no pior sentido do termo ‘pequeno”).

Se um dia você tiver a oportunidade, faça a experiência de observar uma criança aprender a caminhar. Note como ela precisa cair e se levantar várias vezes até conseguir dar alguns passinhos sozinha. Ao observarmos nossos erros e tombos como algo feio deixamos de lado a chance de aprender com eles e passamos a nos preocupar mais com o que as pessoas pensam sobre os mesmos. Não há aprendizado sem erros e não existem acertos sem processo de aprendizagem. Não é porque nos tornamos “gente grande” que nos tornamos sabichões, donos da verdade. Por isso, mais sábio que aquele que envergonha-se dos próprios erros é aquele que é capaz de assumir para si mesmo a condição de eterno aprendiz, mantendo a humildade para recomeçar sempre, com um passo novo e mais firme também.

 

Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializando em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 8842-4204 e 3262- 2132 Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br
Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799
Psicóloga Clínica – Especializando em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas
Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG
Fones (37) 8842-4204 e 3262- 2132
Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br

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