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Preocupadas com a realidade que muitas mulheres do município de Lagoa da Prata enfrentam e cientes das responsabilidades enquanto cidadãs, um grupo de mulheres decidiram se unir em torno de um projeto voltado para as Políticas Públicas para Mulheres.  O encontro aconteceu no dia 9 de agosto, na sede do LEO Clube de Lagoa da Prata. O objetivo do grupo é assegurar os direitos e promover o bem estar das mulheres, assim como de todos os cidadãos de Lagoa da Prata.  Segundo Synara Nicolau, coordenadora e idealizadora do grupo, o momento é propício para criar as políticas públicas para mulheres. “Neste período, onde os candidatos pleiteiam o cargo no executivo da administração municipal colocam suas propostas e assumem compromissos a serem cumpridos caso sejam eleitos, vimos a oportunidade de apresentar um resumo das propostas para a implementação de ações buscando a igualdade de gêneros, considerando e respeitando a diversidade de raça, etnia, orientação e crença”, afirmou.

Synara também destacou que é necessário chamar atenção sobre a importância de se falar de saúde da mulher, sobre o enfrentamento da violência, da promoção do bem estar, moradia, cultura, lazer, educação e segurança. “Consideramos que, para a implementação destas propostas e para que as ações se tornem realmente efetivas, faz-se necessário a criação de um Conselho Municipal de Mulheres, com fundo específico para a captação de recursos financeiros”, explicou.

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Segundo a idealizadora, o conselho funcionará como fórum permanente de debates em busca de melhorias nas políticas públicas voltadas para as mulheres de Lagoa da Prata. o trabalho será desempenhado com base no itens abaixo:

  • Enfrentamento da pobreza: geração de renda e trabalho, acesso ao crédito e a capacitação. Incentivo a agroindústria, pesca e artesanato. Reforçar as questões relativas à qualificação profissional, contemplando a realidade local, procurando explorar as potencialidades e as necessidades das mulheres lagopratenses.
  • Superação da violência contra a mulher: prevenção, assistência e enfrentamento. Promoção de campanhas educativas e de esclarecimento sobre assédio moral, sexual e sobre a cultura do estupro. Viabilizando a criação de formas preventivas e punitivas desses tipos de violência.
  • Promoção do bem-estar e da qualidade de vida para mulheres: Saúde, moradia, infraestrutura, acessibilidade às portadoras de necessidades especiais. Garantir o acesso a todas as mulheres à assistência clinico-ginecológica integral e à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer ginecológico e de mama. Aquisição de equipamentos como o mamógrafo.
  • Políticas de Educação, Cultura, comunicação e produção do conhecimento para a igualdade. Propiciar e estimular a abordagem das questões de gênero, realizar capacitação e formação de profissionais da educação, no sentido de eliminar atitudes preconceituosas em relação às diversidades de gênero, raça, etnia ou orientação sexual, assim como em relação aos portadores de necessidades especiais físicas ou psíquicas. Ampliar os programas de educação sexual, abordando questões sobre DST, AIDS e o sobre o consumo de drogas.
  • Ampliar a cobertura da educação infantil, especialmente as creches, estendendo o horário de permanência das crianças e possibilitando seu funcionamento inclusive no período noturno. Dar atendimento priorizado a crianças em situação de violência doméstica, possibilitando a garantia de vaga/transferência numa eventual mudança de endereço devido a situações de perigo.
  • Incentivar as iniciativas culturais das mulheres, considerando como potencializadoras das ações educativas, utilizando as diferentes linguagens e expressões artísticas, aproximando e resgatando o cotidiano da cultura popular e da diversidade cultural de nossa cidade.

Synara também frisou que para os  próximos encontros espera-se crescer em número e em qualidade. “Acionei alguns contatos e estou conseguindo um material bem interessante a respeito de políticas públicas para mulheres. Também conversei com o Deputado Cristiano Silveira, autor do projeto de lei recentemente sancionado pelo Governador de Minas, a PL 2.223/2015, onde o texto estabelece a política estadual de atendimento a mulher vítima de violência. Ele ficou entusiasmado e se comprometeu a colaborar conosco. Também entrei em contato com a coordenadora de mulheres da prefeitura de Contagem Gabriela Romaneli, buscando material para embasar nosso caderno. Estou muito animada, e vou lutar para que nosso sonho saia do papel!”, finalizou.

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