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O projeto conta com 15 voluntários e está aberto para a participação de outros “anjos”. Na Foto: Amanda Santos, Gilda Castro, João Eloi, Celina Matias, Edmar Nunes e Irineu Campos.
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Há oito anos o Grupo Anjos da Noite foi formado por voluntários e pela idealizadora e presidente Maria Aparecida Morais. O objetivo do projeto é levar alegria e propiciar aos pacientes do Hospital São Carlos e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa da Prata um momento de descontração. Os 15 voluntários, que se revezam diariamente, levam esperança a cerca de 120 pessoas, entre pacientes, acompanhantes e funcionários das unidades de saúde. Maria Aparecida explica como nasceu o Grupo Anjos da Noite. “Quando o Paulo Rodrigues era diretor do hospital, ele me convidou para ser voluntária, pois ele valorizava esse tipo de trabalho. Assim, começamos e foi só aumentando o número de voluntários. Cada um interage com o paciente de uma forma, uns vestem de palhaços, mágicos, ciganos, boneca, entre outros personagens, que têm por função
alegrar o paciente e levar uma palavra de conforto. A gente fala que vai levar alegria para o paciente, mas é a gente que sai feliz”, afirmou.

ANJOS

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Segundo o paciente João Eloi, que luta contra o câncer, o grupo realmente representa um anjo na vida das pessoas adoentadas. “Eu gostaria de agradecer a Deus por existir pessoas que são anjos aqui na terra. Quando eu falo que pessoas normais também podem ser anjos, é verdade. Eu falo isso porque um amigo estava internado no mesmo quarto que eu, no Hospital São Carlos, e iria completar 48 anos. Ele estava sozinho, então eu me solidarizei, pois ele queria uma oração. Foi então que chamei os “Anjos da Noite” para realizarem esse desejo dele. Agradeço muito a Deus por isso, por esse privilégio de ter anjos. Eu gostaria que todos aproveitassem e buscassem essa ajuda deles, pois só quem recebe esse cuidado sabe da importância desse trabalho”, afirmou.

Amanda Santos também é voluntária e com apenas 14 anos de idade enfatiza a importância que o projeto tem em sua vida. “Acho muito gratificante fazer este trabalho. Muitas vezes a gente chega ao hospital e tem um paciente que se sente solitário. isso acontece muito com idosos e eles passam a perceber que não estão esquecidos. Sempre acontece da gente chegar e ver o quanto eles ficam felizes. Eu me visto de palhaça há quase dois anos e resolvi me vestir assim por gostar muito de sorrisos. É algo que não tem como parar”, destacou.

O voluntário Edmar Nunes disse que o projeto é muito importante para os pacientes e ainda citou um caso especial. “Quero agradecer a Deus pelo dom da vida, agradecer à Dona Aparecida e à Glorinha pelo convite para fazer parte dessa equipe maravilhosa, pois sinto um bem enorme em poder fazer as pessoas felizes num momento sensível, tanto dos pacientes quanto dos seus acompanhantes. Esse caso
do Eloi nos mostra como podemos ser importantes na vida das pessoas. Seja você também um anjo na vida das pessoas, seja no hospital, na Vila Vicentina, no SOS e fazendinhas de recuperação. Temos muitas outras entidades que precisam”, frisou.

Celina Matias se ofereceu para ser voluntária do Grupo Anjos da Noite e já percebeu o resultado do trabalho prestado. “Sempre quis participar de um grupo assim. E quando soube do trabalho deles por meio do Facebook, perguntei a eles se eu poderia participar. Hoje me visto de cigana, princesa e palhaça. A gente vê
uma pessoa no leito e poder arrancar um sorriso dela é extremamente gratificante. Eu saio do hospital mais feliz”, afirmou.

Os interessados em participar do Grupo Anjos da Noite podem entrar em contato com Maria Aparecida pelo telefone 3261-8691. As visitas acontecem a partir das 19h, e, em caso de necessidade, são feitas também durante o dia.

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