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Por: Itatiaia

Sem conseguir um clube para jogar desde que deixou o Atlético, há pouco mais de dois anos, o zagueiro Gilberto Silva entrou na Justiça do Trabalho contra o clube alvinegro. Na ação, o jogador alega que está incapacitado para atuar devido a uma lesão que sofreu em julho de 2013, quando rompeu o menisco do joelho direito no clássico contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. A primeira audiência está marcada para o dia 1º de junho.

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Gilberto_INTERNAApós dois meses da cirurgia, Gilberto Silva diz na petição que foi forçado a voltar para a disputa do Mundial de Clubes, no Marrocos, em dezembro. O fato, segundo o jogador, agravou o problema, que traz reflexos até hoje.

De acordo com o advogado Fábio Cruz, que defende Gilberto Silva, depois de não ter o contrato renovado com o Atlético, o zagueiro chegou a conversar com o América, mas foi reprovado nos exames médicos, que apontaram o rompimento do menisco no local da cirurgia. Assim, uma nova operação deveria ser feita.

Ele procurou o Atlético na época, disseram que o contrato tinha terminado, mas que iriam ver o que era possível fazer. Não há dúvida de que a lesão que ele apurou após o término do contrato era no mesmo local que tinha sofrido em julho de 2013. Desde então, ele fez cirurgia, fisioterapia, treinamento de recuperação e até hoje não recuperou condição de jogo

“Ele procurou o Atlético na época, disseram que o contrato tinha terminado, mas que iriam ver o que era possível fazer. Não há dúvida de que a lesão que ele apurou após o término do contrato era no mesmo local que tinha sofrido em julho de 2013. Desde então, ele fez cirurgia, fisioterapia, treinamento de recuperação e até hoje não recuperou condição de jogo”, relatou o advogado.

Na ação movida na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Belo Horizonte, Gilberto Silva pleiteia uma indenização de R$ 500 mil pela incapacidade de trabalhar, além do pagamento de premiações, horas extras (como nos 15 dias que esteve no Marrocos).

O advogado explicou ainda que incluiu na ação contra o Atlético outros direitos como a nulidade da rescisão do contrato de trabalho; a imediata reintegração ao clube; forçar o clube a emitir a comunicação do acidente de trabalho para o recebimento dos benefícios previdenciários; pagamento do prêmio de R$ 100 mil pela conquista da Copa Libertadores e prêmio de R$ 120 mil por metas atingidas.

Diretor jurídico do Atlético alega abuso

O Atlético considera os pedidos ‘absurdos’ e não concorda com Gilberto Silva, avisando que não haverá negociação com o jogador. A posição é do diretor jurídico do clube, Lásaro Cândido da Cunha.

“Essa ação é um abuso de direito. Jogador fica jurando amores pelo clube, mas não deixa de pedir coisas absurdas. O Gilberto Silva já encerrou a carreira e se declara inválido. Claro que ele não está inválido, mas, para o futebol, ele atingiu uma faixa etária que chegou ao fim. Então, ele quer se aproveitar para levar vantagem”, disparou.

O Gilberto Silva pede indenização por dano moral, sendo que ele deveria agradecer ao clube por ter tido uma oportunidade de finalizar a carreira em alto estilo. Agora, pretende se beneficiar ilicitamente de vantagens que não lhe são devidas

“O Gilberto Silva pede indenização por dano moral, sendo que ele deveria agradecer ao clube por ter tido uma oportunidade de finalizar a carreira em alto estilo. Agora, pretende se beneficiar ilicitamente de vantagens que não lhe são devidas”, acrescentou.

O diretor jurídico do Atlético lembrou que o jogador teve o primeiro pedido de liminar negado pela Justiça e mandou um recado. “Não há a menor possibilidade de qualquer negociação com ele. Nós daremos a explicação para a torcida de quem é Gilberto Silva e o que ele está pretendendo contra o clube”, finalizou.

 

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