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A Fundação Futura em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps)  realizou entre os meses de outubro e novembro oficinas de artes ao ar livre com 150 alunos da fundação, da Escola Estadual Doutor Arnaldo Faria Tavares e Escola Municipal Afonso Goulart e 10 pacientes do Caps.

A atividade foi desenvolvida em um muro de aproximadamente 100 metros de comprimento,que fica dentro das dependências do Caps.  Segundo o professor Silas Cândido, as artes só foram possíveis por causa de apoios. “Nada disso teria acontecido sem o apoio de um amigo empresário, que é o  André Ribeiro, que fez  doações de material, Estênio Azevedo, do Depósito Brasil e do  Tropicália Beats”, destacou.

Esse contato entre os usuários da saúde mental e as crianças ocorreu sob a ótica da expressão artísticas, da produção da beleza apaziguadora dos “ambientes insanos”

Silas Cândido, professor de pintura e grafite
Silas Cândido, professor de pintura e grafite
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Silas também frisou que as artes tiveram inspirações nos artistas brasileiros Romero Britto e a grafiteira Camila Pavanelli (minhau). “Além dessas inspirações, usamos os personagens que eu criei. A arte é um importante recurso que pode ser utilizado tanto como meio de expressão das emoções quanto como possibilidade de canalização de forma saudável e produtiva da energia pulsante em crianças e jovens, público alvo do projeto proposto”.

Nesse contexto de integração, a Fundação Futura e o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) assumiram a parceria. “A proposta foi trazer as crianças com significativo risco social e que frequentam as escolas regulares da rede pública em regime de tempo integral para dentro do Caps afim de participarem da atividade de pintura dos muros do mesmo. Essa ação, além de dinamizar as atividades ofertadas aos alunos, possibilita-os um maior contato com outras realidades, favorecendo o amadurecimento e a crítica. Esse contato entre os usuários da saúde mental e as crianças ocorreu sob a ótica da expressão artísticas, da produção da beleza apaziguadora dos “ambientes insanos”, contribuindo de forma significativa e positiva para desconstrução do estigma que envolve o usuário de saúde mental”, afirmou.

Em contrapartida, os usuários  em permanência-dia no Caps também foram  convidados a participar ativamente da execução do projeto.  Do ponto de vista terapêutico, a pintura é uma importante ferramenta para a organização interna do sujeito, concentração e expressão.

A pintura artística dos muros do Caps contribuiu para tornar o ambiente mais agradável aos olhos daqueles que diariamente circulam por ali. Conferiu ao pátio um aspecto mais organizado e mais leve, contrastando com uma realidade muitas vezes confusa e pesada.

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