COMPARTILHAR
Continua depois da publicidade .

Prefeitura alegou que classe ainda não cumpre horário determinado. Sintramfor informou que atividades foram retomadas na segunda-feira (31).

 

Os médicos que atendem pelo Programa Saúde da Família (PSF) em Formiga, que estão em greve desde março, voltaram a cumprir 33% da carga horária normal que é de oito horas, após a Justiça determinar que a classe ajustasse os atendimentos conforme as necessidades da população. A afirmação é do diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintramfor), Natanael Alves Gonzaga, que contou que a adequação está sendo cumprida desde segunda-feira (31). Segundo a Prefeitura, a categoria ainda não cumpre o horário determinado e que 33% do horário normal, que corresponde a cerca de duas horas, não são suficientes para atender aos pacientes.

Continua depois da publicidade .

A Prefeitura informou ainda que no dia 28 de março enviou um ofício aos médicos comunicando que, tendo em vista a decisão judicial, caso eles não reassumissem as atividades imediatamente, a Secretaria de Saúde fará um desconto dos dias não trabalhados.

Os médicos não pagarão multa, pois ela seria aplicada caso não cumprissem o horário. No entanto eles voltaram a cumprir. Ressalto também que o sindicato ainda não recebeu nenhuma notificação judicial sobre esse assunto


A liminar concedida pela Justiça, no dia 27 de março, obriga que os médicos ajustem o atendimento sob pena de multa diária no valor de R$ 2 mil. “Os médicos não pagarão multa, pois ela seria aplicada caso não cumprissem o horário. No entanto eles voltaram a cumprir. Ressalto também que o sindicato ainda não recebeu nenhuma notificação judicial sobre esse assunto”, afirmou Natanael.

Desde fevereiro,o Executivo e os médicos vivem um impasse sobre a saúde na cidade. A categoria reivindica aumento salarial e redução da carga horária. No mesmo mês a categoria fez um pronunciamento na Câmara Municipal de Formiga denunciando a precariedade no atendimento em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Eles reuniram fotos que revelavam paredes mofadas, moscas, portas sem fechaduras, falta de materiais como curativos, lixeiras e até papel descartável para cobrir as macas.

Na época, a Secretaria de Saúde informou que os médicos sempre enfrentaram dificuldades e a motivação pode ter ocorrido devido a uma determinação do Ministério da Saúde para que eles cumprissem oito horas diárias de trabalho.

Proposta apresentada pelo Executivo
Pela proposta definitiva feita aos médicos haveria um aumento de 25% em abril deste ano. Assim, o salário-base passaria de R$ 6.900 para R$ 8.625. Os outros 25% seriam concedidos em janeiro de 2015, chegando-se ao valor de R$ 10.350. Porém, os médicos pedem um aumento de 100%. “O que pedimos foi um aumento de 100% e a nossa proposta é que fosse algo imediato. Por isso recusamos”, disse o médico Ronan Rodrigues.

 

Fonte: Tv Bambuí

Foto: Anna Lúcia Silva 

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp