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“Pegar leve”. Para ajudar corpo a se adaptar à mudança vale fazer uma alimentação mais leve e atividades de lazer.
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Relógios deverão ser atrasados em uma hora à meia-noite deste sábado

À meia-noite deste sábado (na passagem para domingo), os relógios deverão ser atrasados em uma hora, pois sairemos do horário de verão. Enquanto uns comemoram e outros lamentam, um grupo específico de pessoas precisa ficar muito atento a essa mudança: os hipertensos. A alteração da rotina pode causar picos de pressão.

O hipertenso é um dos pacientes com os quais temos que tomar mais cuidado nas mudanças de hábitos, porque eles têm muita fragilidade. Quando muda o horário, de verão para normal, seu organismo acaba gastando mais energia e trabalhando mais”, explica a cardiologista Aurélia Mussi, da rede de hospitais São Camilo, em São Paulo. Ela nota que nosso organismo é como um relógio, e qualquer alteração na rotina faz essa máquina ter que trabalhar mais para compensar. E aí até uma horinha conta.

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Aurélia afirma que não há pesquisas que apontem o aumento das crises de hipertensão neste período. Mas sua experiência clínica a faz perceber que a mudança do horário de verão, juntamente com as alterações de estação, são as épocas de maior procura dos serviços de urgência por pacientes hipertensos. “Mesmo que a pressão desse paciente esteja controlada com medicação, não consigo segurar esse controle nesta época. Muitas vezes, é necessário até ajustar a dose”, conta.

Saúde. O ideal para ajudar o corpo a se adaptar à mudança é “pegar mais leve” nos quinze dias que seguem a volta ao horário normal. “Tem que promover uma mudança de hábitos, fazer uma alimentação mais leve, beber bastante água, ter tempo para descansar, fazer uma atividade de lazer, ter a quantidade ideal de horas de sono”, recomenda a médica. Tudo isso ajuda o corpo a estar em sua melhor forma.

Os sinais mais comuns de uma crise de hipertensão são dor de cabeça, enjoos, palpitação, dor no peito e mal estar. Ao menor sinal deles, o melhor é não esperar e procurar logo um serviço de saúde de urgência, pois, se não tratada corretamente, a hipertensão pode levar a desmaios, insuficiência cardíaca e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Prevenção. Uma das teclas em que os médicos não param de bater é a prevenção. “As pessoas têm o péssimo hábito de só ir ao médico quando estão se sentindo muito mal. Mas o que temos recomendado é que elas tomem a rotina de ir ao médico e façam seus controles, justamente para não ter problemas”, frisa Aurélia.

Assim, um dos cuidados básicos na vida de qualquer hipertenso deve ser a aferição regular da pressão em serviços autorizados. Toda semana, o paciente deve ir a um pronto-socorro, um posto de saúde, a uma unidade básica de saúde, ou, até mesmo, ao departamento de medicina do trabalho da empresa onde presta serviços para conferir se está tudo sob controle.

Flash

Aumento. Uma pesquisa conjunta de universidades da Inglaterra, da Suécia e dos EUA aponta que a hipertensão poderá acometer 80% das populações dos países em desenvolvimento (como o Brasil) até 2025.

Causa mortis

Primeira. As doenças vasculares são a maior causa de mortes no Brasil, e dados do Ministério da Saúde apontam que o país tem, atualmente, mais de 30 milhões de hipertensos.

Por: O Tempo

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