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Rodrigo Tavares, Cali Silva e Carline Carvalho
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O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora de Lagoa da Prata está lançando uma nova campanha para captar famílias acolhedoras, chamada “Toda criança em família”. No fim do ano passado, a Campanha “Procuram-se abraços” foi realizada com o mesmo objetivo. Neste mês e no próximo, várias ações serão feitas com a intenção de mostrar para a população o que é o serviço de acolhimento e como se cadastrar.

As primeiras ações consistem na divulgação do serviço de acolhimento em meios de comunicação da cidade, como rádios,

Sede do Família Acolhedora.
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jornais e redes sociais. Posteriormente, os profissionais responsáveis por cadastrar as famílias acolhedoras farão palestras em diversas instituições religiosas. Em abril, a ação se volta para a realização, na sede do serviço de acolhimento, do Chá Acolhedor, que será um encontro com todas as famílias acolhedoras cadastradas e com aquelas que se interessarem em conhecer com mais profundidade o que é o acolhimento familiar.

O Família Acolhedora, que integra a Secretaria Municipal de Assistência Social, proporciona acolhimento familiar a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que foram retirados de suas famílias de origem sob medida de proteção, aplicada pelo Juizado da Infância e da Juventude. Contudo, o serviço de acolhimento precisa ter em seu cadastro acolhedores em quantidade suficiente para que todas as crianças e adolescentes retirados de seus lares tenham família para acolhê-los. “Atualmente, estamos com defasagem no número de famílias acolhedoras. Precisamos de mais famílias; por isso estamos fazendo esta campanha, divulgando em jornais e rádios, indo atrás das igrejas, para que nos ajude a encontrar famílias que se interessem em acolher. Para ser família acolhedora, basta ter um coração disposto a ajudar”, disse o psicólogo do serviço de acolhimento, Rodrigo Tavares Mendonça.

O acolhimento familiar não deve ser confundido com adoção. “Para acolher uma criança, os acolhedores têm de acreditar no potencial da família dela em romper com a situação disfuncional que gerou a sua retirada, para que seja possível uma futura reintegração, o que não acontece quando se quer adotar uma criança, pois, nesse ato, não existe mais chance de retorno”, explica a assistente social do serviço de acolhimento, Caroline de Carvalho Castro. Por fim, a secretária municipal de Assistência Social, Caliméria Gonçalves Souto e Silva, enfatiza a importância do serviço de acolhimento para o município: “A gestão municipal acredita numa política de investimento humano e vê no Família Acolhedora um importante instrumento de garantia de direito às crianças e adolescentes da nossa cidade. O serviço de acolhimento vislumbra as possibilidades de toda criança estar inserida em uma família. Mais que um direito, é um ato de amor”.
Para mais informações, o Família Acolhedora funciona na Rua Luiz Guadalupe 196, Centro, e atende pelo telefone 3261-9861.

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