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Foto: AAPA
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Apesar do baixo índice de chuva de 2015, o ano de 2014 foi ainda pior no município

Nos últimos meses o município de Lagoa da Prata vem enfrentando um período de estiagem. De acordo com o arquiteto Carlos Brasil Guadalupe (Lalinho), que faz a medição pluviométrica há 30 anos no município, a previsão é que este ano termine em situação semelhante à de 2014. “Em 2015 choveu apenas 961 milímetros de água e a média é de 1500 milímetros”, afirmou.

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Uma situação incomum foi registrada em 2015. Nos meses de julho e agosto, de acordo com o arquiteto, não choveu em Lagoa da Prata. “É muito raro ficar sem chover durante dois meses seguidos. Em 2015 foram 96 dias sem chover, no período de junho a agosto. Nossa facilidade é incrível em termos de água, pois temos lagoas preservadas que mantém o lençol freático, temos minas e uma quantidade abundante no subsolo. O gasto do SAAE é mínimo e barato, pois a água está no subsolo”, destacou.

Apesar da situação, Lalinho se diz otimista em relação à estiagem. “O mundo passa por mudanças, e isso é cíclico. O ano passado atingiu um índice histórico de estiagem, esse ano está melhor e acredito que o ano que vem será ainda melhor. Para alcançar a média, teria que chover quase 500 milímetros até o final do ano. Acredito que pelo menos 200 milímetros caia até o final do ano. Esse ciclo de seca começou em 2012”, enfatizou.

O arquiteto também destaca que o desequilíbrio do planeta tem afetado diretamente a natureza. “Se está acontecendo uma seca intensa desse jeito, vai chegar uma hora que vai chover sem parar”, afirmou.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

De acordo com o diretor do SAAE Antônio Sampaio, a estiagem não comprometeu as reservas de água no município. “Em Lagoa da Prata temos o sistema de poços artesianos, que é mais difícil de medir, mas pela vazão podemos dizer que a estiagem não tem afetado. Claro que o volume de água é menor, mas a vazão é excelente. Atualmente, o município possui cerca de 29 poços artesianos, mas nem todos estão em  funcionamento. Existem alguns que foram perfurados caso tenha a necessidade de usar. A ideia é que mais quatro poços perfurados e um reservatório, que comporta 1 milhão de litros de água, sejam construídos”, afirmou.

Sampaio destacou que mesmo sem a previsão da falta de água no município há a necessidade de se pensar em um plano B. “Ainda não pensamos nisso por confiar no que o nosso subsolo nos oferece, mas temos que pensar, pois sempre existe a possibilidade da água faltar. Temos que pensar em economia sempre. O padrão de consumo em uma casa de três moradores é de 15 mil litros de água por mês, e isso raramente é cumprido”, enfatizou.

CONSCIÊNCIA

Inez
Inez

 

A auxiliar administrativo Inez Nunes afirma que a falta de chuva está afetando a sua saúde. “Meus problemas respiratórios pioraram . Com esse clima seco eu fico muito doente. Cabe a nós fazermos a nossa parte e economizar”, disse.

 

 

 

Célia
Célia

Para a auxiliar de serviços gerais Célia Oliveira, a população deve ter mais consciência e economizar a água que ainda tem. “Temos que economizar, mas a gente vê pessoas desperdiçando água lavando carros na calçada e até asfalto. É um absurdo e muito triste também!”, afirmou.

Para fazer denúncias anônimas sobre o uso abusivo da água é só ligar no telefone 3261-3400 ou 0800-283-3340.

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