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Foto: Hoje em Dia
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Explosões de caixas eletrônicos têm sido registradas com frequência na região Centro-Oeste de Minas. De acordo com a Polícia Militar (PM), o armamento usado pelos criminosos tem evoluído bastante, o que contribui para o aumento da sensação de insegurança. A Polícia Civil afirma que avalia cada caso e tenta cruzar as informações sobre eles, em busca de respostas para perguntas até então desconhecidas, como a origem desses criminosos e a forma como eles se organizam.

Somente na área de atuação da 7ª Região de PM, que engloba as delegacias regionais de Divinópolis , Bom Despacho , Pará de Minas , Formiga e Nova Serrana , seis explosões foram registradas neste ano. Em 2014 foram 38. Em 2013, 32.

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Quando o crime ocorre em uma cidade pequena, onde às vezes existe apenas um agência bancária, a população fica ainda mais prejudicada. “Esse caixa concentra 90% dos pagamentos dos salários da população e esse pessoal está saindo daqui para receber em Divinópolis. Isso prejudica o comércio porque o pessoal, recebendo por lá, às vezes já compra por lá. Está nos prejudicando bastante”, disse a comerciante Bruna Nogueira.

Vinte dias após a explosão de um terminal em um supermercado em São Sebastião do Oeste, o equipamento continua coberto por uma lona. O gerente Weverton Costa já contabilizou o prejuízo. “Mais ou menos R$ 10 mil relativos a algumas perdas de mercadorias que houve na loja, ao tempo em que ficarmos fechados apos o incidente e também ao forro, que continua em falta ainda”, disse.

Duas semanas antes da explosão em São Sebastião do Oeste , no dia 23 de março, um terminal em Arcos foi alvo do crime. Explosões também foram registradas em Santo Antônio do Monte e Carmo da Mata , no mesmo dia. Em Luz e Passa Tempo , equipamentos também foram destruídos. No dia 20 de abril houve explosão em Dores do Indaiá . No dia 22 de abril, em Bambuí.

Com tantas explosões em várias cidades e em prazos cada vez mais curtos de tempo, aumenta a sensação de insegurança. Muita gente se pergunta se a quadrilha seria a mesma responsável por todos esses crimes.

A probabilidade maior é a da existência de diversas pessoas que agem de forma independente e às vezes se reúnem aleatoriamente para a prática desses crimes. Não são especialistas em explosivos, porque o tipo de artesanato mostra que esse tipo de crime se banalizou e expandiu para o Brasil afora, de modo que qualquer pessoa de má índole está se arriscando nesse tipo de crime“, disse o delegado Ivan Lopes, da Polícia Civil.

Nessas explosões, os criminosos costumam usar carros roubados. Isso ajuda a polícia a identificar suspeitos. “A origem desses veículos roubados nos leva a acreditar que em Divinópolis exista um grande número de pessoas ligada a esse tipo de crime”, disse.

A explosão mais recente ocorreu em Maravilhas . O MGTV entrou em contato com oBanco do Brasil, que informou que o processo para decisão sobre a reposição das máquinas depende da gestão do banco e é preciso observar vários requisitos legais. O banco informou ainda que não tem como prever quando o terminal eletrônico em Maravilhas será reposto e que os clientes podem recorrer aos Correios, à internet ou usar os cartões eletrônicos em agências vizinhas.

Por:Jornal Floripa

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