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Foto: google street view

Mais um homicídio bárbaro é registrado pela Polícia Militar no centro-oeste de Minas. O crime aconteceu na noite dessa sexta-feira (19), por volta das 23h, na cidade de Bom Despacho. Um homem ligou para a Polícia Militar dizendo ter sido vítima de uma tentativa de assalto. Ele contou que seguia de carro, acompanhado de sua ex-companheira, Delvânia Cândida de Freitas, de 39 anos, quando em um local ermo, avistou uma amiga de sua ex que pedia carona. Segundo o solicitante, Antônio Rodrigues Soares, de 54 anos, ao parar o carro, dois homens saíram de uma mata e os abordaram. Ele contou que conseguiu fugir, mas Delvânia foi capturada pelos assaltantes, espancada e depois teve o corpo queimado. Imediatamente a PM se deslocou até o local indicado e encontrou a mulher já todo queimado e machucado.

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A versão que Soares contou parecia ter funcionado, porém Delvânia não faleceu no local e foi levada em estado grave para O Pronto Atendimento da Santa Casa de Bom Despacho. Na unidade de saúde, antes de morrer, a vítima contou outra versão aos policiais. Ela disse que estava em seu ambiente de trabalho, um restaurante em um posto de gasolina, as margens da BR-262, quando Soares chegou, aparentando estar nervoso, e disse que lhe daria uma carona. Sem pensar no risco que estava correndo, ela aceitou. Ele dirigiu o veículo até um local abandonado, parou o carro e violentamente jogou a mulher para fora do veículo. Ela contou que ele usou de um bastão para desferir vários golpes, atingindo tórax e cabeça da vítima. Não satisfeito, ele pegou uma garrafa com álcool, derramou sobre o corpo de Delvânia e ateou fogo. Em seguida ele fugiu e acionou a polícia. A mulher, segundo o laudo médico, teve 90% do corpo queimado. O homem nega que tenha sido ele o autor do homicídio, mas a polícia disse que existe um conjunto de provas que podem confirmar o relato da vítima, por isso um inquérito foi instaurado. Ele foi preso em flagrante e irá responder por homicídio doloso, com pena prevista de 12 a 30 anos de cadeia.

Segundo informações do delegado regional, Doutor Ivan José Lopes, os parentes disseram que Soares e Delvânia viveram juntos por 13 anos. Recentemente estavam separados, a cerca de um mês, mas Soares não aceitava o fim do relacionamento. Segundo os familiares da vítima, Soares passou a ameaçar Delvânia frequentemente, inclusive por meio de bilhetes, insistindo para que reatassem o relacionamento. Mesmo com todas as ameaças, o delegado diz que Delvânia jamais procurou as autoridades para pedir algum tipo de ajuda ou proteção.

A mulher assassinada deixou uma filha de 16 anos, fruto de um outro relacionamento.

 

Adriano Santos –TV Cidade, Lagoa da Prata.

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