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O que você pode apresentar para o eleitor que foi resultado direto de seu trabalho nos três primeiros anos desta legislatura?

O principal do vereador, além do posicionamento dele, não é a quantidade de projetos, mas sim a qualidade. E que esses projetos interfiram na vida das pessoas no dia a dia para melhorar a qualidade de vida delas. Dentre os meus projetos eu posso citar três, que é o projeto que multa os donos que não limpam as residências, ou seja, se for encontrado um foco de dengue essa pessoa será multada. Outro é o que implantou o Programa Câmara Mirim, que é um projeto que leva a política para dentro da escola. Tivemos de 1000 a 1500 eleitores e elegemos nove vereadores nas escolas. Também tivemos o projeto ficha limpa, que é uma adaptação do projeto federal.

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Você votou a favor do requerimento que visava diminuir o salário dos vereadores a partir de 2017, mas até hoje a Mesa Diretora não colocou a proposta em votação. Qual é a sua opinião?

O vereador que não faz parte da Mesa Diretora não pode apresentar esse projeto por vício de iniciativa. É um projeto que compete à Mesa Diretora. Assim que o projeto for mandado, se for mandado, a gente pode fazer emendas para adequá-lo da melhor maneira possível.

Recentemente, quando o Município fez a entrega dos lotes para as famílias que foram beneficiadas, no seu discurso você ressaltou que foi a primeira vez que o Município faz doação de lotes e que passa pela análise da Câmara e por uma sindicância de um profissional de assistência social, que no caso foi você, que é funcionário concursado da prefeitura. Fale um pouco mais sobre essa declaração.

O Executivo Municipal que faz essa doação de lote. Sabemos que passa pela Câmara para a aprovação do projeto e para um embasamento melhor o profissional de serviço social verá as condições econômicas e questões que afetam a família como um todo.

A sua fala na hora da entrega deixou a entender que nas gestões passadas não havia esse cuidado de verificar se a família realmente precisava.

Não só isso, mas a questão de doar um lote de boca e nem passar pela Câmara. Não é que não passava pela Câmara, mas a doação do lote era feita de forma precária, ou seja, as pessoas que receberam os lotes há 10, 12,15 anos agora é que estão regularizando a situação pela Câmara. Então, uma pessoa recebeu um lote e tecnicamente ou juridicamente esse lote ainda é do município. Assim, nem a doação foi feita, tampouco a questão do relatório do assistente social. Não foi passado pela Câmara e não foi feita a documentação. Esses lotes tecnicamente são da prefeitura.

As pessoas reclamam muito do horário que a Câmara faz as  reuniões, às 16 horas. Existe a possibilidade de voltar a reunião para o horário antigo, às 20 horas?

Eu e outro vereador votamos contra. Por décadas as reuniões da Câmara sempre foram às 20 horas. Posso citar a questão do horário que é vendido para as rádios, ou seja, o horário de transmissão que é feito de 16 horas às 19 horas é um horário nobre para o rádio, portanto, é muito mais caro do que à noite. Primeiro vem a questão da economia da câmara. Transmitindo às 16 horas chegamos a pagar até o dobro do que se fosse transmitido à noite. Também tem a questão das pessoas que estão trabalhando, que não vão parar o seu serviço para ouvir a reunião. Eu defendo que o horário da reunião da Câmara seja às 20 horas.

Ao transmitir as reuniões a Câmara cumpre o objetivo de informar e formar opinião do eleitor?

A Câmara cumpre de todas as formas, na medida em que a população acompanha as transmissões ela conhecerá o vereador. As pessoas saberão se o vereador fará projetos, se está debatendo e se está se posicionando de forma adequada. Ali o vereador vai se expor de forma negativa ou positiva. Então, quando a população for votar saberá através das transmissões como o vereador se portou aqui na casa.

A Câmara aprovou em primeira votação, sem nenhum questionamento, um projeto que proibia o lançamento de vinhoto nos canaviais. Na semana seguinte, o plenário da Câmara ficou lotado de funcionários da Biosev que pressionaram a derrubada do projeto em segunda votação. Os vereadores – exceto Adriano Moraes, autor da proposta – mudaram repentinamente de opinião Explica isso pra nós.

A questão dos vereadores é muito simples, pois quando um vereador entra com um projeto de uma forma bem superficial ele tem boa intenção. A primeira coisa que houve de errado no projeto desse vereador é que ele não ouviu as partes, pois tem o risco-benefício. Às vezes você faz com que pare de jogar o vinhoto, isso nós não somos de acordo. Temos também a questão social que irá causar o desemprego, assim temos que pesar os dois lados. O projeto foi mal feito, ele não ouviu todas as partes. Todos nós somos contrários a jogar vinhoto nos canaviais.

Você é a favor do projeto para que o SAAE faça cobrança do consumo real?

Com certeza, se for um projeto que não aumente o preço do metro cúbico eu sou a favor. Porém, o SAAE não pode se abster de receita. Se ele tem uma receita de 100 mil reais o consumo real irá diminuir a sua receita. Vai que acaba com a taxa mínima, o metro cúbico vai aumentar.

Tem um projeto que você apresentou em 2013 que concede gratuidade para deficientes físicos na Praça de Esportes. Você tem acompanhado esse projeto para saber se está funcionando?

Esse projeto foi aprovado. Falei com o Gilfar (secretário de Esportes), inclusive tem pacientes bariátricos que fazem este tipo de trabalho. Todos os encaminhamentos que mandamos para a Praça de Esportes são incluídos. Os CRAS (Centros de Referência em Assistência Social) também encaminham pacientes com deficiência física e na medida em que esses encaminhamentos vão chegando eles são aceitos lá.

O espaço está aberto para as suas considerações finais.

Primeiro eu gostaria de agradecer. Sempre que o vereador precisou expor  os seus projetos ele foi ouvido e teve espaço. Esse foi um ano muito bom para o Legislativo, foi um ano que apresentei projetos e eu acho que o vereador tem como o conteúdo os seus projetos e opiniões. Então, a população acompanha a reunião da Câmara e vê o posicionamento dos projetos do vereador. Quando ela vota já sabe em quem está votando porque conhece os trabalhos.

 

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