COMPARTILHAR
Continua depois da publicidade.
Os recursos serão aplicados no aumento da capacidade produtiva e na geração independente de energia

Por: Diário do Comércio

Depois de fechar 2014 com crescimento de 12,5% no faturamento, a Embaré Indústrias Alimentícias S/A, com fábrica em Lagoa da Prata, deverá registrar expansão de 15% na receita deste exercício. Seguindo na direção contrária do mercado, que começa a colocar o “pé o freio”, a empresa investirá R$ 25 milhões em 2015. Os recursos serão destinados ao aumento da capacidade produtiva e ao projeto de geração independente de energia, com o objetivo de tornar a companhia mais imune aos efeitos da crise que começa a se delinear no setor.

Continua depois da publicidade.

Segundo o diretor-presidente da Embaré, Hamilton Antunes, o faturamento de 2014 fechou em R$ 1,008 bilhão. O resultado ficou muito próximo do R$ 1,060 bilhão projetado para o período e se deve ao bom volume de vendas, em época de leite a preço mais baixo. “Só não alcançamos a meta porque o preço do leite, a nível internacional, caiu drasticamente. Mas, em termos de produção, conseguimos ficar dentro do programado”, afirma. A produção do ano passado atingiu 220 mil toneladas, incluindo todos os produtos feitos na unidade mineira.

Para este exercício, as projeções permanecem em alta, mesmo diante do fato de que a economia não vive um bom momento. E o faturamento líquido deverá aumentar 15%, enquanto a produção deve subir cerca de 12,5%. Já o volume de matéria-prima gasto deverá fechar em 650 milhões de litros de leite, o que corresponde a uma expansão de 11,69% em relaão aos 574 milhões de litos utilizados em 2014.

No que diz respeito às exportações, a empresa deverá manter o patamar de 2014. Ou seja: deverão ser vendidas ao exterior cerca de 4,5 mil toneladas, mesmo volume verificado no ano passado, já que os produtos vendidos no mercado externo são os de confeitaria, que sofrem influência da situação econômica dos países destinatários.

A principal justificativa para o bom momento pelo qual passa a empresa é o tipo de produto mais comercializado. Como o leite é um gênero de primeira necessidade, não há crise que afete seu consumo. Além do leite em pó e pasteurizado, a Embaré produz ainda leite condensado, creme de leite, manteiga e produtos de confeitaria, como caramelos. “A confeitaria sofre interferência do momento econômico, porque as pessoas deixam de comprar supérfluos nesses momentos. Mas o leite das crianças não pode faltar”, afirma Antunes.

Apesar da demanda garantida pelo leite, a empresa ainda adotará outras medidas para garantir bons resultados neste ano. Uma delas é uma possível adaptação do mix de produtos. Com a capacidade produtiva esgotada, haverá também aportes na aquisição de novos equipamentos, capazes de produzir mais na mesma estrutura.

Os R$ 25 milhões que serão investidos neste ano servirão para a compra de outras máquinas, não ligadas diretamente à produção. Parte do recurso, por exemplo, será usada para aumentar a eficiência energética, por meio de equipamentos que vão gerar gás metano para utilização nas caldeiras. “ uma forma que encontramos para gerar energia em uma época em que o custo está cada vez mais alto”, diz o o diretor-presidente.

Se o problema da crise energética está sendo em parte solucionado, o de um possível racionamento de água nem tanto. Segundo Antunes, a empresa já colocou em prática um programa de economia do insumo. Dessa forma, não há mais espaço para uma redução significativa em caso de determinação do governo. “O consumo de água é significativo, por causa da higienização necessária. Mas nós já temos um controle e consumimos bem abaixo da média do mercado”, diz ele.

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp