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Para o emagrecimento ser sustentável e definitivo é de suma importância que ocorra um trabalho de identificação e modificação de crenças que limitam ou impedem o fluir do processo. “Desde bebê eu já era gordinha, a obesidade está no meu D.N.A”, “Lá em casa todo mundo come muito, fica difícil emagrecer.” “Eu não consigo me controlar diante da comida.” “Não gosto de nenhuma atividade física”. Estes são apenas alguns exemplos de falas que eu mesma já ouvi, proferidas por pessoas que vivem brigadas com a balança. Suponho que não tenham consciência das crenças que possuem, tampouco do impacto negativo que elas provocam em suas constantes tentativas de cuidar do corpo.

Ao longo de nossa história aprendemos e também criamos crenças. Estas se apresentam como ideias ou leis que norteiam nossas expectativas e ações mediante diversas situações. O problema surge na medida em que tais crenças começam se configurar como verdades inquestionáveis e nossas ações passam a ser embasadas e justificadas por elas. Observe como a primeira e segunda crenças citadas no parágrafo acima retratam uma forma aprendida para explicar a dificuldade para emagrecer. A primeira refere-se a uma explicação genética: “está no meu DNA“. A segunda à uma identificação com o grupo familiar: “lá em casa todo mundo é gordinho.

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Questões orgânicas e até genéticas podem sim ser um dos fatores que influenciam na eliminação de peso e é importante que exista o apoio médico nestes casos. Conviver em uma família na qual os hábitos relacionados à alimentação contribuem para o sobrepeso também não ajuda. O problema surge na medida em que as crenças a respeito das dificuldades passam a ser utilizadas como uma verdade inquestionável e suficiente para justificar e explicar para os outros (e principalmente para si mesmo) a impossibilidade para processar o emagrecimento.

“Eu não tenho autocontrole diante da comida”.  A capacidade de se autocontrolar diante de alimentos é uma habilidade que pode ser desenvolvida em qualquer momento da vida. Enquanto crença, porém, nota-se que a incapacidade é colocada como uma característica da pessoa, não como uma dificuldade específica enfrentada por ela. “Não gosto de nenhuma atividade física“. Note, o termo nenhuma é bastante pretensioso! Existem inúmeras atividades físicas possíveis de serem realizadas, sendo improvável que alguém já tenha experimentado todas elas. Outro ponto importante é a correlação necessária que se faz entre o gostar de atividades físicas para então fazê-las. Todos nós realizamos inúmeras tarefas das quais não gostamos, mas que sabemos que são importantes para nós! Com a atividade física não precisa ser diferente!

Se você vivencia dificuldades para emagrecer e quer identificar crenças limitantes que tem emperrado seu processo, aí vão algumas dicas. Tente se lembrar ou comece a se observar para descobrir quais explicações você normalmente utiliza para justificar para si mesmo e para outros a sua dificuldade para emagrecer. Faça uma lista delas e anote-as em um papel. Escolha apenas uma das crenças anotadas e reflita: como aprendi a pensar dessa forma? De que maneira essa ideia impacta no meu emagrecimento: me ajuda ou atrapalha? Qual é dificuldade essa crença me aponta? O que eu posso e quero fazer para lidar com essa dificuldade? Após analisar calmamente uma crença, passe para a próxima! Desejo-lhe boas reflexões,  suponho que irá se surpreender!


Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializada em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 9 9869-9964 (Vivo) ou 9 9142-4349 (Tim) Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br

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