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Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializada em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 8842-4204 e 3262- 2132 Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br
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Pessoas que lidam com o processo de emagrecimento costumam passar pelo dilema citado no título deste texto: aceitar ou modificar o próprio corpo? Costumam ouvir diferentes tipos de conselhos, desde aqueles que dizem: “Você precisa parar de comer e fazer atividade física para emagrecer, isso é falta de motivação!”, até aqueles que dizem: “Imagina, você está com o corpo ótimo, não precisa emagrecer!”. Diante de conselhos aparentemente tão opostos, a ideia de aceitar o próprio corpo ou modificá-lo parecem não se encaixar, é como se uma coisa não tivesse absolutamente nada a ver com a outra.
Devido a essa polaridade costumam surgir pensamentos como: “Ainda estou muito gorda, esses quilos perdidos não fizeram diferença no espelho.” Com esse tipo de pensamento, é comum então que a própria pessoa comece a apontar defeitos em seu corpo, como uma forma de mostrar para os outros e, principalmente, para si mesma, que há algo de errado e que não deve ser aceito naquele corpo. O objetivo aqui é criar uma motivação para a mudança, e a ideia que está por trás é “Se eu aceitar o meu corpo como ele está, então não agirei de forma a modificá-lo. Por isso, não devo aceitá-lo assim.”  
Por outro lado, podem surgir também pensamentos como: “Eu tô bem assim mesmo, para quê emagrecer?” Nestes casos, pode até ser que a pessoa realmente esteja satisfeita com o próprio corpo, no entanto, existem aqueles casos nos quais o desejo de mudança existe, mas é camuflado por meio da falsa afirmação“Eu tô bem assim mesmo.” O objetivo aqui é criar uma aceitação passiva, e a ideia que está por trás é “ Uma vez que não consigo mudar meu corpo, é melhor desistir de emagrecer e aceitar ele assim mesmo.”
Compreender as ações de aceitar e de modificar como sendo processos distintos pode ser conflitante. A aceitação e a modificação do próprio corpo são dois lados de uma mesma moeda e que por isso precisam ser integradas. É preciso aceitar o corpo que se tem para então promover as mudanças avaliadas como importantes e necessárias. Ocorre que, em um processo de emagrecimento, outros fatores para além do corpo precisam ser considerados. Muitas vezes, o problema não está somente na aceitação do corpo, mas de outros aspectos internos, os quais não podem ser modificados com dieta ou atividade física, haja vista pessoas que modificam o corpo de forma constante mas permanecem insatisfeitas consigo mesmas. Funcionamos de forma integrada, por isso cuidar do corpo físico é muito importante, no entanto, cuidar da emoções envolvidas no processo de emagrecimento, é fundamental.

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