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Fotos: Ismael Costa
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Realizada ao longo de cinco semanas, a iniciativa promoveu o protagonismo social de meninas e mulheres negras através de encontros e atividades sobre igualdade racial e valorização da beleza negra

Por: Ismael Costa

Segundo o dicionário, o termo “tombar” é definido como “derrubar, fazer cair ou cair (no chão, sobre algo)”. No hit da cantora Karol Conka, “tombar” é arrasar, brilhar. Jovens negras e negros, no mundo inteiro, estão conjugando esse verbo ao transformar as características físicas vistas como negativas pela sociedade racista em símbolos positivos de orgulho e ao recriar suas próprias definições de beleza. Tranças, turbantes, cabelos e estampas afro são a transgressão do que o mercado padronizava como belo e desejado.

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Dentro desse movimento que vai além da valorização estética, da moda, da arte e da música, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro São José criou a oficina “Pérolas Negras”. Realizada ao longo de cinco semanas, a iniciativa promoveu o protagonismo social de meninas e mulheres negras através de encontros e atividades sobre igualdade racial e valorização da beleza negra. Em parceria com a Comunidade Quilombola Tabatinga de Bom Despacho, foi desenvolvido um encontro sobre técnicas de uso de turbante e maquiagens para a pele negra.

O fotógrafo Jonas Dias e a maquiadora Tininha e equipe disponibilizaram seus trabalhos para uma sessão de fotos. “O objetivo foi produzir uma sessão de fotos que desmistificasse os padrões de beleza impostos pela sociedade, valorizasse a beleza negra e elevasse a autoestima”, explicou Karina Faria, Coordenadora do CRAS São José. “Eu aprendi muita coisa, principalmente sobre a luta para a inclusão das pessoas negras. A importância de mostrar que todo mundo é igual. Não é a cor da pele ou o cabelo que vão definir o que você pode ou não fazer”, disse Ana Carolina de Lemos Oliveira, 16 anos.A sessão fotográfica originou o ensaio “Pérolas Negras” apresentado no encerramento da oficina no Dia da Consciência Negra (20/11). O encontro celebrativo também marcou a abertura da programação da Campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. Na ocasião, destacaram-se a presença das modelos participantes da oficina e seus familiares. “Pérolas” de diversas idades, inclusive dona Ana Rodrigues Amaro, de 79 anos. Sua frase encerrou o vídeo-apresentação do ensaio: “Não tenho vergonha da minha cor. Minha cor é meu documento”. Tombou.

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