“Ele tirou a roupa do meu filho e começou a passar a mão”, desabafa mãe

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Foto: ilustração
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Em entrevista exclusiva ao Jornal Cidade, mulher relata drama vivido pelo seu filho em unidade de saúde do bairro Sol Nascente

Um técnico de enfermagem residente em Lagoa da Prata foi preso na sexta-feira (04/08) após a Polícia Federal encontrar imagens de pedofilia e vídeo de sexo com adolescente. Cerca de 13 mil imagens de pornografia infanto-juvenil foram localizadas na casa de R.P., de 41 anos. Ele foi preso em flagrante e levado para o Presídio Floramar, em Divinópolis. A Polícia Federal ainda investiga o envolvimento do suspeito em outros casos.

O delegado Daniel Fantini disse que o técnico em enfermagem estava sendo monitorado pela internet pela Polícia Federal de Belo Horizonte, que repassou o caso à unidade de Divinópolis. A PF também está apurando se R.P. produziu um vídeo em que uma criança, que não teve a idade revelada, sofre abuso sexual. “As imagens teriam sido feitas no aparelho celular dele”, disse Fantini ao G1. A polícia apreendeu na casa do suspeito computador, discos rígidos externos, DVDs e pen drive.

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MÃE RELATA DRAMA

Após a divulgação da prisão do técnico em enfermagem, centenas de pessoas se manifestaram nas redes sociais e compartilharam fotos pelo Whatsapp do homem que foi preso pela Polícia Federal.

O Jornal Cidade conversou com uma mulher que relatou o drama vivido pelo seu filho durante um procedimento na unidade de saúde do bairro Sol Nascente em 2014, onde R.P. já teria trabalhado. Na ocasião o filho dela tinha 17 anos. O garoto trabalhava em uma pequena indústria e foi ao PSF tomar uma injeção. “Ele (suspeito de pedofilia) abriu a roupa do meu menino e entrou com a mão dentro da roupa, passando a mão nele. Meu menino pegou a bermuda e saiu correndo de dentro da sala e me ligou. Na época, eu morava no bairro Sol Nascente. Fui lá e discuti com ele (o técnico em enfermagem). Eu não consegui me controlar e voei nele, entendeu? Chamaram a polícia e fiz o Boletim de Ocorrência. Ele também registrou queixa contra mim por agressão. Inclusive, na audiência, ele queria até que eu pagasse os óculos, que eu quebrei no rosto dele”, desabafou.

A família decidiu arquivar a denúncia porque o fato não se consumou e a mãe havia sido denunciada por agressão a funcionário público. Com a prisão de R.P., a mulher disse que iria informar o ocorrido com o seu filho ao delegado da Polícia Federal. “Não quero que ele saia de lá (presídio) tão cedo, apesar de achar isso impossível. Mas vou fazer a minha parte”, afirmou.

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