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Local funcionou irregularmente há mais de dois anos no Distrito Industrial. Proprietários não foram localizados para responder sobre o caso.

 

O problema com o lixo hospitalar descartado a céu aberto no Distrito Industrial em Divinópolis continua sem solução. Em meio aos detritos estão agulhas contaminadas e materiais sujos de sangue. Uma denúncia anônima da Vigilância Sanitária de Divinópolis ao visitar o local em 2013, quando ficou constatado que se tratava de um depósito de lixo hospitalar.  A delegada pediu a prisão preventiva dos responsáveis pelo lixo e o processo foi encaminhado à Justiça. Contudo, os responsáveis pelo descarte não foram localizados para que autuação fosse comunicada.

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Ainda de acordo com a assessoria do promotor de Meio Ambiente, Alessandro Garcia, será proposta uma ação criminal contra a empresa poluidora e uma a ação civil pública de reparação dos danos ambientais contra a empresa e o município, que segundo o promotor, foi omisso no dever de fiscalização.

O local do descarte, que fica no Distrito Industrial da cidade, teve o alvará de funcionamento cassado em março de 2011, mas, até 2013 mantinha as atividades, ou seja, depois de dois anos e alguns meses continuou a funcionar irregularmente. Até o momento os proprietários não foram localizados para que autuação seja comunicada e, de acordo com a gerente da Vigilância Sanitária, Andréa Delareti, a vistoria no local já não era periódica porque a empresa foi aberta para incineração de resíduos. “Mesmo com a licença cassada eles continuavam suas atividades sem a ciência dos órgãos responsáveis”, comentou.

A Vigilância Sanitária ainda não descobriu a origem do lixo hospitalar armazenado em Divinópolis e apesar do alerta do risco de contaminação nas embalagens, qualquer pessoa pode entrar no local uma vez que o portão fica aberto. O muro, além de ser baixo, falta uma parte.

É muito mau-cheiro, incomoda todo mundo que trabalha por aqui, além de ser um risco de pegar uma doença grave

Um operário que trabalha perto do galpão e preferiu não ser identificado conta que até pedaço de um pé humano já foi visto lá. “É muito mau-cheiro, incomoda todo mundo que trabalha por aqui, além de ser um risco de pegar uma doença grave”, desabafou.

O que existe hoje naqueles depósitos não é do município e nós entendemos que a cidade não tem condições de retirar o material de lá porque isso irá gerar um gasto muito alto, em torno de R$ 500 mil

Por se tratar de uma área particular, não existe ainda uma previsão de quando o lixo será retirado, como explicou a diretora de Meio Ambiente, Silvia Ribeiro. “O que existe hoje naqueles depósitos não é do município e nós entendemos que a cidade não tem condições de retirar o material de lá porque isso irá gerar um gasto muito alto, em torno de R$ 500 mil”, disse.

 

Fonte: G1

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