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Está a cargo da juíza Melissa Pinheiro Costa Lage começar a definir o destino dos envolvidos no escândalo que ficou conhecido como “mensalão tucano de 1998”. Ex-titular da 3ª Vara Criminal de Contagem, a magistrada foi escolhida para comandar a 9ª Vara no lugar de Neide da Silva Martins, que se aposentou em janeiro. A escolha foi feita pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na última quarta-feira. Com a decisão, a tendência é que o processo caminhe com celeridade.

Quando era juíza em Contagem, em 2008, Melissa Pinheiro condenou o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (PMDB) e seu ex-chefe de gabinete Gil Antônio Diniz a dois anos de reclusão e dez dias-multa devido à denúncia de que, quando era prefeito de Contagem, entre 1983 e 1986, superfaturou a desapropriação de um imóvel.

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Agora, a magistrada pode ser algoz de outro ex-governador. Eduardo Azeredo (PSDB) deve ser o primeiro a ser julgado no processo, que também apura o envolvimento de aliados na época de sua campanha frustrada à reeleição, como o DEM (na época PFL), capitaneado por Clésio Andrade (hoje no PMDB), e o PTB, de Walfrido Mares Guia. Este último escapou de punição por conta da prescrição alcançada pela idade. Clésio deve ser julgado logo após Azeredo. Além deles, ainda há oito réus na mira de Melissa Pinheiro Costa Lage.

Segundo a denúncia, o esquema teria desviado, em 1998, verbas públicas para a campanha de reeleição de Azeredo, simulando patrocínios a eventos esportivos. Empréstimos do extinto Bemge (banco estatal mineiro) eram usados para camuflar o real destino da verba: o pagamento a aliados e despesas de campanha. Os acusados negam envolvimento em irregularidades e afirmam não ter havido pagamento de mesada a parlamentares, como se deu no escândalo correlato envolvendo o PT no nível nacional.

O processo do mensalão tucano foi desmembrado, e as ações envolvendo Azeredo e Clésio corriam no Supremo Tribunal Federal (STF) até o início do ano passado, quando a Corte decidiu enviar os autos para a primeira instância. Isso se deu após Azeredo e Clésio renunciarem aos mandatos na Câmara dos Deputados.

Por: O Tempo

 

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