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O SINDASP-MG (Sindicato dos Agentes Penitenciários de Minas Gerais) esteve no presídio de Lagoa da Prata, onde aconteceu uma rebelião com mais de 100 pesos. O incidente começou na tarde de sexta-feira (6) e foi contido na madrugada de sábado (7). Na última segunda-feira (9), o Presidente do Sindicato, Adeilton Rocha, e o Diretor Executivo, Carlos Nogueira, realizaram uma inspeção sindical no local a fim de verificar a condição em que ficou o presídio e identificar os reparos que serão necessários.
Lagoa da Prata (3)Durante a inspeção, Adeilton e Carlos estiveram reunidos com o Diretor-geral do presídio Sebastião Magela de Castro, e com o Diretor de Segurança, Cleiton Ribeiro, para conversar sobre as necessidades do local, entender o que acarretou a rebelião e quais foram as dificuldades para contê-la.

Foram identificadas diversas falhas estruturais que provocaram o movimento e impediram ações mais efetivas. Desde a má conservação do prédio, que se trata de uma construção antiga, até a superlotação e déficit de profissionais. Em conversa, o Diretor-geral relatou que o presídio possui capacidade para 112 presos e, naquele momento, abrigava 142.

Além disso, o número de agentes atuando no local é reduzido: das 50 vagas disponíveis, apenas 36 estão preenchidas, sendo 13 deles recém nomeados que não possuem o MEAF e, portanto, não podem atuar com arma de fogo. Como agravante, o presídio não conta com um Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Diante deste cenário, para conter a rebelião foi necessária a intervenção do GIR do presídio de Formigas e da Polícia Militar.

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Na ocasião, o Sindicato conversou com o Juiz de Execução Penal da Comarca de Lagoa da Prata, Dr. Marcelo Augusto Lucas Pereira, que propôs a construção de uma nova unidade fora do perímetro urbano com uma estrutura adequada. O SINDASP-MG declarou apoio à iniciativa e cobrará da SEDS os reparos necessários no prédio em caráter de urgência.

Lagoa da Prata (1)O Sindicato foi convidado por Dr. Marcelo e confirmou presença na Audiência marcada para o dia 26 deste mês, em Lagoa da Prata, que contará com a participação do Governo e do Ministério Público, este pede a interdição do local.

Adeilton também afirma que irá entrar enviar um ofício à SEDS cobrando mais atenção e apoio às unidades do interior e a criação de uma equipe para percorrer estas unidades identificando as necessidades e tomando providencias cabíveis para cada uma delas. Além disso, o Presidente também cobrará urgência na realização do MEAF de todos os agentes, ainda que seja necessária a realização de convênios com as demais forças de segurança.

 

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