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Foto: ASCOM. Imagem de 4 de fevereiro de 2016.
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Previsão de conclusão da obra é no primeiro semes­tre de 2016, diz DER. A pon­te solucionará transtornos dos produtores rurais

Após a ponte Olegário Ma­ciel ser interditada e os mo­radores de Lagoa da Prata e Luz passarem por transtornos, as obras de conclusão da ponte de concreto, na MG-176, foram reto­madas no dia 26 de janeiro. Se­gundo o Departamento de Estra­da de Rodagem (DER), a empre­sa responsável pela obra estava de recesso coletivo. A previsão de término da ponte é no primeiro semestre de 2016. Em busca de uma resposta dos órgãos respon­sáveis, o prefeito Paulo César Te­odoro esteve em Belo Horizon­te para intervir junto ao Gover­no Estadual para que a obra fos­se concluída.

De acordo com Teodoro, com a retomada da construção da pon­te as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais e mora­dores que necessitam fazer o tra­jeto será resolvida, já que por de­terminação do Ministério Públi­co a ponte de ferro, Olegário Ma­ciel, precisou ser interditada por risco de desabamento.

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O DER informou que a obra de melhoramento e pavimenta­ção do trecho, que também con­templa a construção da ponte es­tá com aproximadamente 90% dos trabalhos concluídos. Com extensão de 220 metros de com­primento, a estrutura já está con­cluída, restando construir os en­cabeçamentos de acesso, guarda­-corpo e alguns acabamentos.

Ponte Olegário Maciel está interditada

A ponte Olegário Maciel foi in­terditada devido a sua estrutura estar completamente compro­metida, podendo ceder a qual­quer momento. Teodoro expli­cou que a medida foi de extrema importância e urgência. “Foi ne­cessário, não é uma boa notícia. Os departamentos de engenha­ria da prefeitura, Usina e Emba­ré fizeram a análise e certifica­ram com laudos que a ponte anti­ga está caindo mesmo. Então, an­tes que aconteça uma tragédia, a interditamos”, afirmou.

A expectativa agora é que a conclusão da obra da ponte de concreto seja finalizada o quan­to antes.

A ponte Olegário Maciel, que também é conhecida por ponte do rio São Francisco, foi cons­truída em 1925, e segundo o Sin­dicato Rural de Lagoa da Prata, são mais de 400 produtores que precisam escoar a produção por meio dela. O trecho também é parte do trajeto de cinco cami­nhões que levam diariamente 35 mil litros de leite de uma co­operativa de 180 produtores do distrito de Esteios, pertencente a Luz, até a empresa Embaré In­dústrias Alimentícias.

Para não pegar a rodovia e ro­dar mais de 100 quilômetros, populares estão desobedecendo a interdição e passando pela ponte. Com o intuito de impedir que tragédias maiores aconteçam.

No dia 30 de janeiro, depois de muita conversa entre as pre­feituras de Lagoa da Prata, Luz e as empresas, colocou-se um tri­lho de trem para impedir a pas­sagem de caminhões e limitar a passagem de veículos de peque­no porte.

Ponte de concreto será a solução

Carlos Henrique Lacerda, presi­dente do Sindicato dos Produto­res Rurais de Lagoa da Prata, ex­plica que cerca de 180 mil litros de leite são escoados todos os dias por meio da ponte. “Agora o pes­soal tem que dar uma volta lon­ga, pagar pedágio e ainda tem a usina açucareira, que faz o plan­tio da safra. Todos os dias eles le­vam dois ônibus cheios de gente para o serviço. Nós temos as pro­duções de abacaxi e de melancia que vêm de Luz”, contou.

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