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Centro de Nefrologia tem capacidade para atender 200 pacientes (Foto: Reprodução TV Integração)
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Pacientes precisam viajar até Divinópolis para fazer o tratamento.
SRS diz que local precisa passar por estudos para ser habilitado.

O Centro de Nefrologia em Bom Despacho foi concluído há cerca de sete meses, mas até o momento o local continua fechado e sem receber os pacientes que precisam fazer hemodiálise. Com isso, muitos deles precisam viajar até Divinópolis para fazer o tratamento. Sobre o assunto, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) informou à produção do MGTV que o local precisa passar por estudos para ser habilitado junto à Secretaria Estadual de Saúde.

Há quatro anos a aposentada Maria do Carmo Teixeira, de 66 anos, viaja três vezes na semana cerca de 80 km até Divinópolis para fazer o tratamento. Uma rotina que, segundo ela, é desgastante. “É muito cansativo, principalmente para quem já fica quatro horas em uma máquina, sai de lá passando mal e ainda tem que encarar a estrada”, relatou.

“É muito cansativo, principalmente para quem já fica quatro horas em uma máquina, sai de lá passando mal e ainda tem que encarar a estrada” – aposentada Maria do Carmo Teixeira 

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Esse também é o caso da dona de casa Lidiane Janaína de Melo Sousa, que faz o mesmo trajeto há seis anos. “Quando eu viajo, esse dia é praticamente por conta do tratamento. Não tem como realizar outras atividades porque tem que contar a hora em que você faz a hemodiálise com as horas da ida e volta”, acrescentou.

Segundo a responsável técnica Fernanda de Freitas Ferreira, há sete meses o local ficou pronto, mas ainda faltam algumas liberações para passar a funcionar. “Fomos aprovados pela vistoria da Vigilância Sanitária e o laudo foi encaminhado à Secretaria Estadual de Saúde. Depois ele será encaminhado ao Ministério da Saúde para liberação do credenciamento para atendermos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse.

Ainda de acordo com  Fernanda, o local tem equipamentos de última geração e capacidade para atender 200 pacientes. “Temos os técnicos de enfermagem treinados e capacitados, faxineiras e com a equipe completa”, informou.

A enfermeira Jeane Cinara Silva foi uma das contratadas para trabalhar no local e aguarda a liberação do credenciamento. “A equipe tem feito atualização, desinfecção das máquinas e treinamentos. Mas o que queríamos mesmo era atender os pacientes”, comentou.

Enquanto isso, pacientes aguardam o dia em que não precisarão pegar a rodovia para fazer hemodiálise. “Ia ser muito bom não ficar horas dentro de um carro e receber o tratamento na minha cidade”, pediu Maria do Carmo.

De acordo com a Superintendência Regional de Saúde, o serviço de hemodiálise foi encaminhado à Secretaria Estadual de Saúde e segue os critérios de avaliação para funcionamento.

Fonte: G1

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