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Fotos: Ilustração e Arquivo pessoal
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Após três meses da agressão que deixou Anderson Alves da Silva, mais conhecido como Tequinho, em estado grave de saúde, o Inquérito Policial Militar foi finalizado. De acordo com o comandante do Batalhão de Bom Despacho, Tenente Coronel Roberto Martins, o Inquérito Policial Militar já foi finalizado e encaminhado à Justiça Militar Estadual. Agora, cabe ao Juiz Militar e Promotores analisarem as provas e emitirem o parecer.

A reportagem do Jornal Cidade entrou em contato com a Polícia Civil para obter mais detalhes sobre a investigação, mas o delegado Vinícius Machado não foi encontrado para falar sobre o assunto.

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O Jornal Cidade conversou com a prima de Tequinho, Carla Brandão, que enviou à redação uma nota via Whatsapp, na qual afirma que o mecânico ainda está em coma.

“Na sexta-feira (19/ Jan/2018), Dr. Mauro Luiz Saviotti Azevedo, Coordenador Médico da UCP do Hospital João XXIII, que atualmente acompanha o Tequinho, me explicou que o estado vegetativo (Coma Vigil) é um transtorno em que as funções mais básicas do sistema nervoso estão preservadas, mas a pessoa não demonstra perceber coisa alguma em si ou ao seu redor. Uma pessoa em estado vegetativo dorme e acorda, tosse, boceja e move os olhos; mas não é capaz de olhar nos olhos de alguém, alimentar-se ou estabelecer uma conversa. A definição tradicional de estado vegetativo é estar acordado sem estar consciente.

O coma Vigil, no caso do Tequinho, como na maioria dos casos, pode ser parcialmente reversível, mas também pode durar anos e até a vida inteira. É também dito coma vegetativo e em tal caso mantêm-se as funções vitais vegetativas, que não dependem da vontade do indivíduo. Nele, desaparecem as funções conscientes e o relacionamento com o ambiente. Até o momento, o que a família ouve dentro do complexo e gélido Hospital João XIII é que um dos golpes recebidos pelo Tequinho, provavelmente, atingiram a artéria no pescoço, pois tirou imediatamente sua consciência. Outra lesão no rosto ocasionou sangramento, que desceu pela garganta e vias respiratórias. Em seguida, cai no chão já com todos os traumas. Outro ponto crucial foi a demora do socorro adequado, que resultaram em 23 minutos de parada cardiorrespiratória com incalculáveis danos cerebrais e imediato Coma Vigil. O vídeo da ocorrência foi mostrado em canais distintos e em rede nacional. Nesses quase 70 dias, a família tem contado com o apoio de grande parte da população de Lagoa da Prata e cidades vizinhas. Ainda estamos totalmente perdidos quanto ao futuro estado de saúde dele, pois é impossível que o médico avalie hoje as condições em que ele se encontrará nos próximos meses. A mãe do Anderson, em grande parte, também dependia financeiramente do filho. Tequinho tem dois filhos lindos, inclusive, um deles ainda recebe pensão. Nós, primos, quando possível, estamos pagando a pensão para o amparo da criança. A Vaquinha no Facebook é uma intenção de reformar parte da casa dele, que não tem estrutura ideal de que ele precisa e merece. Ainda não temos noção do que fazer e nem por onde começar devido tamanha necessidade”.

ENTENDA O CASO

Na madrugada do dia 27 de novembro a Polícia Militar foi solicitada no cruzamento da rua Cirilo Maciel com avenida Getúlio Vargas, onde ocupantes de um bar colocaram mesas e cadeiras no meio da rotatória e faziam uso de bebidas alcoólicas. Os policiais deram ordem para que os indivíduos saíssem do local, mas eles desobedeceram e hostilizaram os militares com palavras de baixo nível, o que gerou um tumulto no local. Na época, o comando da Polícia Militar de Lagoa da Prata disse que um homem, no caso, o Tequinho, teria tentado pegar a pistola de um policial, que reagiu subitamente para evitar que a arma fosse levada, aplicando-lhe um golpe que o levou ao chão. Explicação que, na época, gerou revolta em quem estava no local e havia presenciado a ação.

Em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, é possível ver que Tequinho desmaiou após o golpe e a queda, perdendo sangue, provavelmente da cabeça. O policial autor da ação ainda tentou algemar a vítima, mas desistiu quando percebeu que o homem estava desfalecido. Outros PMs se aglomeraram ao redor de Anderson, mas foram os amigos dele e outros frequentadores do bar que tomaram a iniciativa de colocá-lo na viatura policial e levá-lo à UPA, distante pouco mais de 150 metros do local.

Tequinho deu entrada na UPA sem batimentos cardíacos e foi constatado pelo médico com traumatismo craniano. Ele foi encaminhado, em estado grave, para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece até hoje.

CAMPANHA PARA CUSTEAR O TRATAMENTO

Os amigos de Tequinho estão realizando uma campanha para ajudar a custear o tratamento que o SUS não oferece. O objetivo é chegar ao valor de 10 mil reais e, até dia 1 de fevereiro, a ação já havia arrecadado 6.635 reais.

Para ajudar acesse: www.vakinha.com.br/ vaquinha/ajuda-paraanderson- tekinho

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