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Coordenadores do grupo Doe Vida bateram a meta máxima de 302 cadastros
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Foram realizados 302 cadastros. Hoje podem ser realizados somente 30.800 mil cadastros por ano

A população de Lagoa da Prata e Moema tem se sensibilizado frente à campanha de conscientização sobre a doação de medula óssea. Apesar de ser um procedimento simples, muitas pessoas ficam anos na fila por não achar um doador compatível.
De acordo com a colaboradora do Hemominas, Sarah Caroliny, muitas pessoas não param para pensar no assunto. “Às vezes não é que as pessoas não se importam, mas é que não tem informação o suficiente para pensar no assunto. Por isso precisamos levar essas informações para elas”, afirmou.

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Uma das maneiras de conscientizar as pessoas sobre o problema é também levar informações para elas, e foi isso que a moemense Melissa Montezuma e um grupo de amigos fizeram no dia 25 de fevereiro em uma palestra, que aconteceu no teatro Fausto Rezende, em Lagoa da Prata.

Em Moema, a campanha também foi realizada através da coleta externa feita por uma equipe do Hemocentro de Betim/MG, que só foi possível com a ajuda de Alessandra Gontijo e Miriam Gontijo, moradoras de Moema. Ao todo, entre pessoas de Lagoa da Prata e Moema foram realizados 302 cadastros. Hoje podem ser realizados somente 30.800 mil cadastros por ano. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Cristiano Silveira, esteve presente, elogiou a iniciativa e disse que vai apoiar o projeto.”Vamos solicitar ao Hemominas a ampliação do cadastro de doadores. Assim, poderemos levar essa iniciativa para outras cidades”, disse o deputado.

O parlamentar também ressaltou que vai sugerir ao Estado a realização de novas campanhas. “Vou conversar diretamente
com o secretário de Saúde, Fausto Pereira, para sugerir a realização de novas campanhas de incentivo à doação. É preciso conscientizar a população sobre a importância da doação e como isso pode salvar vidas”.

Saiba mais sobre a doação de medula óssea

O cadastramento de candidatos a doadores de medula óssea é feito pela Fundação Hemominas. A chance de encontrar um doador compatível entre irmãos, filhos de mesmo pai e mesma mãe, é estimada em 25% a 30%, aproximadamente. Entre pessoas não aparentadas, essa possibilidade pode chegar a 1 para 100 mil candidatos cadastrados. A compatibilidade é verificada pela semelhança entre os antígenos dos leucócitos do doador com os do receptor, por meio do exame de HLA (Antígenos Leucocitários Humanos). Portanto, quanto mais candidatos cadastrados, maiores as chances de se encontrar o doador ideal para os pacientes que
precisam de transplante.

Coleta

Há duas formas básicas para coleta da medula de um doador:

  • Punções no osso da bacia, por meio de agulhas especiais, sob efeito de anestesia. Os doadores passam por um pequeno procedimento cirúrgico, de aproximadamente 90 minutos.
  • Aférese, procedimento de coleta por via periférica, que se assemelha a uma doação de sangue. Não requer internação e nem anestesia. A escolha sobre o tipo de coleta não é uma decisão do doador ou do paciente, mas sim uma indicação médica, de acordo com o tipo de patologia ou diagnóstico do paciente.

A escolha sobre o tipo de coleta não é uma decisão do doador ou do paciente, mas sim uma indicação médica, de acordo com o tipo de patologia ou diagnóstico do paciente.

Procure o Hemocentro, que atende a região, em Divinópolis.
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira 7h às 13h
Telefone: (37) 3216-6500
Rua José Gabriel Medef (referência: em frente ao Hospital
Santa Mônica), 221 – Bairro Padre Libério.
Cadastro de candidatos à doação de medula óssea
Segunda a sexta-feira 9h às 12h
Captação: (37) 3216-6513 ou 3216-6514
Cadastro: (37) 3216-6522 ou 3216-6526
*Com informações do Instituto Nacional do Câncer

Veja o depoimento de Melissa Montezuma, que além de ser a idealizadora das campanhas, passa pelo problema.

Meu nome é Melissa. No fim de 2014 fui diagnosticada com aplasia de medula óssea, e no início de 2015 iniciamos uma busca por um doador que precisaria ser 100%compatível devido a minha

Melissa Montezuma
Melissa Montezuma

doença ser uma doença autoimune, um transplante com menos compatibilidade seria muito arriscado. Desde o início estou tomando medicações extremamente fortes, as quais tive de assinar termo de consciência dos riscos que as mesmas poderiam me trazer,mas se eu não tomasse minha medula pararia de produzir as células sangue e os órgãos entrariam em falência. Fiquei durante 1 ano nessa busca, mas infelizmente não foi encontrado o meu doador. Agora, devido às fortes medicações e ao longo tempo de espera estou com alguns órgãos comprometidos, e o transplante não será mais possível. Essa busca é de muita espera, é muito angustiante, pois dependemos da boa vontade das pessoas, do amor ao próximo, que elas façam o cadastro não porque algum parente está doente, mas façam por todas as pessoas que esperam por um doador. Ainda existe um tabu muito grande, muito desconhecimento a respeito do ato de doar. Mesmo não podendo realizar o transplante eu conheci e acompanho várias pessoas nessa luta e resolvemos realizar essas palestras para incentivar e conscientizar as pessoas a doarem sangue e medula. O sofrimento de quem espera um doador é muito grande, a angústia e a incerteza que nos acompanha dia a dia é destruidora. Mas tenho fé que um dia isso irá mudar.A chance de encontrar um doador compatível é 1 em 100 mil e tenho fé q um dia será 1/1“.

Depoimentos

Sabrina Silva“Tenho vergonha de reclamar da minha vida depois da palestra de conscientização que assisti. As palavras que ouvi levarei para toda a vida. Meus parabéns aos organizadores” – Sabrina Silva – assessora de comunicação.

 

 

 

Patrícia Ribeiro“Gesto de Amor. Ao invés de reclamar e dizer que o mundo está cada dia pior porque não comecemos por nós pra mudar tudo isso? Se cada um plantar uma semente do bem, teremos bons frutos”.  – Patrícia Ribeiro – secretária.

 

 

 

Maria Helena Rezende

“Fiquei impactada com a palestra. Irei me cadastrar e repassar para os outros o que aprendi. Isso é o mínimo que posso fazer como cristã”. – Maria Helena Resende – Funcionária Pública

 

 

 

 

Fernanda BorgesO cadastro é o primeiro passo para salvar uma vida. É um gesto nobre de solidariedade e amor ao próximo. É muito simples e sem transtorno. É a atitude que para o doente será a diferença entre a vida e a morte” – Fernanda Borges – Engenheira Ambiental, Sanitária e Segurança.

 

 

 

Conceição Aparecida Mendonça AzevedoSer doador é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo!! Se todas as pessoas fizessem o mesmo, diminuiria tanta dor para o doente e família, e salvaria mais vidas. Sem contar que não nos atrapalha em nada“. – Conceição Aparecida Mendonça Azevedo – atendente de telemarketing

 

 

Marcela OliveiraAs chances de encontrar um doador compatível são bastante raras, então quanto maior for o número de doadores, maior vai ser as chances de salvar vidas. retira tão pouso de nosso corpo e não fará mal algum. Pelo contrário, nós temos a oportunidade de reduzir a fila de espera e salvar uma vida”. – Marcela Oliveira – atendente de telemarketing.

Fotos: Jean Piter

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