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Cerca de 79 pessoas que dependem da hemodiálise foram beneficiadas.
Local aguardava liberação do Ministério da Saúde.

 

Após oito meses fechado, o Centro de Nefrologia em Bom Despacho (Nefrobom) começou a atender os pacientes. Cerca de 79 pessoas que dependem da hemodiálise foram beneficiadas e outros pacientes deverão ser incluídos em breve. Em fevereiro, o G1 noticiou que o local estava concluído há meses, mas aguardava liberação do Ministério da Saúde. Com a  autorização divulgada no Diário Oficial da União no dia 11 de março, a expectativa era de que os atendimentos começassem até o fim desse mês.

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Apesar de o Nefrobom ser de inciativa privada, a clínica também atenderá por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes receberão alimentação antes e depois do tratamento, além de receber apoio da Associação dos Doentes Renais e Transplantados Divinópolis (Adortrans).

Serão transferidos para Bom Despacho cerca de 35 pacientes e isso vai abrir um número interessante de vagas para atender novas pessoas

De acordo com a médica Vânia Cristina Ferreira, o funcionamento em Bom Despacho refletiu nas unidades que oferecem o tratamento na região, como em Divinópolis. “Serão transferidos para Bom Despacho cerca de 35 pacientes e isso vai abrir um número interessante de vagas para atender novas pessoas”, informou.

E enquanto o local não era liberado, muitos pacientes precisavam viajar até Divinópolis ou Formiga para fazer o tratamento de hemodiálise. E era em Formiga que a dona de casa Ana Paula da Silva, da cidade de Luz, buscava assistência – uma distância de mais de 90 quilômetros de casa. “A viagem de Luz até Bom Despacho é de cerca de 40 minutos. Somando com o tempo da hemodiálise, consigo chegar em casa antes das 12 horas. Um tempo bem menor do que quando eu ia até Formiga”, contou.

A aposentada Onésia Nazárea de Jesus, da cidade de Moema, também gastará menos tempo. “Agora eu vou pegar apenas 20 minutos de estrada, sendo que antes para ir a Divinópolis ou Formiga eu gastava até 1h20”, acrescentou.

Há dois anos o aposentado Antônio Carlos da Silva aguardava uma vaga na região para realizar o tratamento. Nesse meio tempo ele chegou a ser internado três vezes em um Centro de Tratamento Intensivo (CTI). “Antes eu não conseguia andar, parar em pé, precisava ficar ligado na máquina de oxigênio o tempo todo. Agora essa realidade mudou”, comemorou.

De acordo com a enfermeira Fernanda de Freitas Ferreira, o Nefrobom está atendendo metade da capacidade. “Se alguém da região precisar desse atendimento, basta entrar em contato com a Secretaria de Saúde do município para que esta nos contacte para agendar a avaliação e o tratamento”, orientou.

 

Fonte: G1

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