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A empresa alugou um helicóptero e reforçou a sua estrutura para combater os incêndios criminosos. Atualmente, a colheita da Biosev é totalmente mecanizada

Preocupada com a quantidade de incêndios criminosos, a Biosev reuniu nesta manhã (26) algumas autoridades para debater sobre o assunto e buscar soluções de combate e prevenção. Segundo o gerente agrícola, Fernando Bezerra, essa é uma questão que precisa ser levantada e debatida mais vezes para se buscar soluções efetivas.  “Estamos desenvolvendo campanhas em Lagoa da Prata, Japaraíba, Luz, Moema e diversas cidades da região. A nossa intenção é colher a nossa cana crua e livre de fogo, além de manter a qualidade do meio ambiente. O fogo atrapalha muito a nossa colheita, pois a qualidade da cana cai muito e perdemos uma qualidade absurda de açúcar, sem contar que ela degrada tanto que às vezes não conseguimos fazer açúcar dela, dando apenas para fazer álcool. Em 2016 o valor do açúcar é muito superior ao do álcool, assim faz parte do nosso negócio fazer o máximo de açúcar possível. Se entrar 10% de cana ruim estragamos os outros 90% da boa”, afirmou.

Fernando Bezerra - Gerente agrícola da Biosev
Fernando Bezerra – Gerente agrícola da Biosev
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No ano passado a empresa realizou a queima de 2% de sua cana, com a autorização do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Arcos, mas neste ano a colheita é 100% mecanizada. “Estamos fazendo a nossa colheita com 29 colhedoras. Ou seja, totalmente sem queimada. Estamos tendo sérias dificuldades, pois o volume da cana queimada é substancial e descontrolado. O incêndio criminoso tem acontecido não só em cana grande como também em recém brotada e às vezes só na palhada. Outro prejuízo que temos é em relação a energia elétrica, pois se não vem a palha não se gera a energia”, destacou.

Nesta semana a empresa alugou um helicóptero e reforçou o número de veículos para circular nas estradas. “Lembrando que não combatemos somente incêndios em nossos canaviais, mas em todos lugares incendiados. A ideia é que o helicóptero, que tem câmera, fique de plantão por 24 horas para quando surgir uma fumaça vista pela nossa torre de observação ou por denúncia, ele possa ir para identificar o veículo ou a pessoa”, disse.

A aeronave chegou na empresa nesta quarta-feira (24) e o seu custo diário é elevado. “Então, temos feito de uma a duas horas de voo, mas se necessário, vamos a qualquer hora. Na nossa região, temos três prováveis causas de incêndio que são provocadas por alguns usuários de drogas, fábrica de fogos de artifício, que fazem testes de foguetes no meio do canavial, ou de algum cidadão que não gosta da usina e vai lá colocar fogo”, afirmou.

A queima criminosa normalmente acontece entre 16 e 18 horas. “Recentemente, tivemos um incêndio que queimou 700 hectares, que cortam os municípios de Japaraíba, Capoeirão e Lagoa da Prata. Tivemos uma média de 12 horas de incêndio e isso é muito preocupante. Mesmo com 14 caminhões de bombeiro, que temos na usina, é difícil, pois tínhamos mais de 30 focos”, frisou.

Para o delegado Leonardo Mota, a prevenção é ideal, mas autuar o autor em flagrante é o mais difícil. “O sinal de fogo demora para acontecer. Daí a importância da identificação de algum veículo, se possível”.

A Polícia do Meio Ambiente também esteve presente e passou algumas orientações para a empresa para que quando houver algum incêndio o fogo não se alastre para outras localidades. “Também vamos auxiliar a aeronave por terra para agilizar a localização do autor do crime”, afirmou.

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