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O professor fica de pé em cima de uma cadeira e faz o seguinte comentário “Se o pensamento realmente fosse o responsável por causar um comportamento, então bastar-me-ia pensar que não existe lei da gravidade e, logo que saltasse dessa cadeira deveria flutuar. No entanto, isso não acontece.” Seu discurso focava-se em contradizer as ideias da terapia cognitiva de que os pensamentos determinam as emoções e os comportamentos. Confesso que senti-me surpresa com a situação e coloquei-me a pensar sobre isso. Comecei então a compreender que a percepção das pessoas sobre o modelo cognitivo, inclusive no meio acadêmico, é algo distorcido e fantasioso, que não representa a verdadeira proposta da Terapia Cognitiva.

Por essa razão, venho aqui explicitar alguns aspectos que considero importante na desconstrução de tais ideias. Para começo de conversa, a teoria cognitiva não postula que pensamentos criam, ou seja, causam sentimentos e comportamentos. Se isso fosse verdade, então realmente bastaria eu cruzar os dedos e começar a pensar “Vou ganhar na Mega Sena.Vou ganhar na Mega Sena…” e então. “Plim” …como uma mágica, mesmo sem ter jogado, lá estaria eu milionária! A proposta cognitiva considera que existem inúmeros aspectos relacionados a causa de um sentimento ou comportamento. O que ela de fato postula, é que a maneira de um indivíduo pensar (perceber) uma situação, modula a maneira como o mesmo se sentirá e se comportará. 

A proposta cognitiva considera que existem inúmeros aspectos relacionados a causa de um sentimento ou comportamento. O que ela de fato postula, é que a maneira de um indivíduo pensar (perceber) uma situação, modula a maneira como o mesmo se sentirá e se comportará.

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Por esse viés, e usando o mesmo exemplo acima, podemos imaginar uma mulher com o pensamento do tipo “Sou azarenta. Nem jogo, pois sei que não tenho chances de ganhar”. Bem, para que exista pelo menos alguma chance de uma pessoa ganhar na Mega Sena, o que essa pessoa precisa fazer? Acertou se você disse que ela precisa jogar, caso contrário não haverá a menor possibilidade não é mesmo. Agora imagine a mulher com o pensamento que citei ainda há pouco e responda: Quais são as chances de ela ir até uma casa lotérica fazer um jogo? Certamente são mínimas. Agora pense que esta mulher, ao assistir o noticiário, descobre que em uma cidade vizinha, uma mulher acabara de se tornar milionária ganhando o prêmio da Mega. Ela então pensa, “Olha só! Uma mulher que mora bem pertinho daqui ganhou. Quem sabe não é a sorte se aproximando de mim.” Ora, ao mudar sua maneira de perceber a situação, tal mulher não se tornará milionária, mas certamente aumentará mesmo que minimamente as chances de isso acontecer, uma vez que se sentirá mais animada e disposta a ir até uma casa lotérica para fazer uma tentativa. Essa sim, é a real perspectiva cognitiva, de que um pensamento afeta as emoções e comportamentos! Abraços fraternos!

Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799
Psicóloga Clínica – Especializando em Terapias Comportamentais e Cognitivas pela PUC Minas 

Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MGLuciene-Morais
Fones (37) 8842-4204  e 3262- 2132 
Psicóloga responsável pelo site Psicoharmonia. Visite www.psicoharmonia.com.br

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