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De acordo com a presidente da ASAP, a procura foi tão grande que teve que encerrar as inscrições nos primeiros dias

A Associação Autismo e Possibilidades (ASAP) realizou o seu primeiro seminário em comemoração ao dia do autista. O evento aconteceu no dia 15 de abril no Teatro Fausto Rezende e contou com a presença de mais de 180 pessoas.

De acordo com a presidente da ASAP, Caroline de Carvalho Castro, o momento foi de muito aprendizado para todos. “Tivemos a ideia de trazer quatro pessoas envolvidas na causa. Temos uma neurologista, que é também neuropediatra, e falou sobre a importância de diagnosticar precocemente crianças com alguns sintomas de autismo para que tenham chances de driblar os sintomas. Tivemos também o Victor Mendonça, que tem a síndrome de Asperger (que hoje é considerada também como autismo). Ele falou com propriedade sobre o assunto e mostrou que a pessoa pode ter uma vida normal como ele, que faz faculdade de jornalismo e já escreveu um livro também. A mãe do Victor, Selma Sueli, também esteve presente conosco e falou sobre a importância da família e como vivenciar tudo isso. Tivemos também a presença do Eduardo Machado, que é um educador conceituadíssimo em Belo Horizonte, e que falou sobre o desafio da inclusão”, afirmou.

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Para Victor Mendonça, de 19 anos, que tem a Síndrome de Asperger, grau mais leve de autismo, o diagnóstico veio 11 anos depois do nascimento, apesar de a mãe dele, a jornalista Selma Asap 2Sueli, 48, ter percebido diferenças no comportamento do filho desde o início. “Ele tinha muitas manias, lavava muito as mãozinhas, o olhar era diferente, e eu ficava preocupada, mas todo mundo achava que eu estava procurando pelo em ovo. Ele passou dois anos em atendimento com uma psicóloga, que disse que ele apenas era muito inteligente. Vivi um dia mágico. Foi muito enriquecedor e apaixonante ver tanta gente do bem envolvida na causa azul no seminário.”, afirmou.

Victor ainda mantém o canal Mundo Asperger no YouTube, no qual fala sobre o assunto. “Fiquei encantado com o público e com o trabalho da ASAP em transformar para melhor a realidade dos autistas de Lagoa da Prata e região. Com a minha palestra pude compartilhar as minhas vivências, dificuldades e, principalmente, as vitórias. A minha superação acontece no dia a dia, pois a caminhada é cheia de desafios, mas tudo isso vale a pena. Meu diagnóstico veio aos 11 anos, mas hoje, aos 19, sei que eu, a minha família, a escola e a sociedade podemos escrever juntos essa história de superação para toda a humanidade”, disse Victor.

Segundo Laura Borges, terapeuta da ASAP, existem vários fatores para o tratamento do autismo. “É necessário ter um diagnóstico precoce e intervenção de uma equipe multidisciplinar junto à criança, formada por médico ( psiquiatra e/ou neuropediatra), terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo e psicopedagogo. Cada intervenção é pensada e adequada para cada caso, pois cada autista é único e peculiar em suas necessidades. Desta forma, a equipe deve sempre trabalhar de forma conjunta e sincronizada em benefício de cada paciente”, afirmou.

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