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O I Seminário Autismo e Possibilidades em abril de 2016 reuniu mais de 180 pessoas de LP e região.
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O seminário contará com a presença de especialistas em Transtorno do Espectro Autista

A Associação Autismo e Possibilidades realizará na próxima sexta-feira (7), a partir das 12h30, no Teatro Fausto Rezende (praia), o seu segundo seminário. Segundo a presidente da associação, Caroline Carvalho Castro, a Asap tem a intenção de todo ano, na primeira de semana de abril, trazer palestrantes para ministrar sobre o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), formas de tratamento e inclusão escolar, como uma forma de capacitar a comunidade, familiares e profissionais que convivem com o autista. “Esperamos que a comunidade de Lagoa da Prata volte a responder tão bem nosso convite como no ano passado. Outras cidades da região como Divinópolis, Luz e Bom Despacho também se fizeram presente e esperamos recebê-los novamente com o mesmo desejo de partilhar conhecimentos e construir parcerias”, afirmou.

O seminário contará com três palestrantes,  dentre eles, uma médica neurologista infantil de Bom Despacho, que abordará o Transtorno do Espectro Autista e as comorbidades que acompanham o transtorno; uma psicóloga de BH que abordará o atendimento ao autista severo e uma psicopedagoga lagopratense que abordará a inclusão escolar e seus desafios tanto para a criança quanto para a escola. “Queremos levar mais informações para os familiares, profissionais de forma geral que trabalham com o autista (professores, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, médicos, enfermeiros). Porém gostaríamos muito que toda a comunidade escolar participasse (pública e particular), pois é na escola que vemos as maiores dificuldades de uma verdadeira inclusão, muitas vezes por desconhecimento do TEA e das suas possibilidades”, disse.

A Asap

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A associação realiza reuniões com os familiares quinzenalmente. “Atendimentos para as crianças ainda não conseguimos oferecer por falta de recursos financeiros para pagamento de profissional. Nosso trabalho até então está sendo focado na divulgação do autismo e das possibilidades que cada pessoa possui”, explicou a presidente.

Para quem desejar mais informações, a sede da Asap está localizada em uma sala na galeria San Remo (Av Benedito Valadares, 614, sala 10, centro). O contato também pode ser feito por e-mail [email protected] ou pela página da ASAP.

O autismo

Segundo Caroline, o autismo é um transtorno que cresce a cada dia. “Existe um dado estatístico que diz que no Brasil existe cerca de 2 milhões de autistas e que em cada 68 nascimento de crianças uma está dentro do TEA (que vai do autismo leve ao severo). O pré-conceito diz de um conceito que a gente forma antes de conhecer verdadeiramente um assunto. A primeira missão da ASAP é levar informações a respeito do autismo para que as pessoas não desrespeitem os autistas e suas famílias, que antes de tudo são cidadãos”.

Só em Lagoa da Prata, estima-se que sejam 55 crianças autistas. “Esse dado fornecido pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência recolheu essa informação nas escolas. Nota-se que esse número diz respeito aos matriculados em escolas, mas estimamos que tenha mais, pois muitas crianças não foram diagnosticadas adequadamente e também algumas famílias que por não aceitarem a condição das suas crianças não procuram falar sobre o assunto”, destacou.

Primeiros sinais

Os primeiros sinais que a criança apresenta se dá por volta de um ano e meio até dois anos. “Quando a criança apresenta limitação na sua comunicação, fala e dificuldade de se relacionar com outras pessoas; outras características a serem observadas são os interesses muito restritos em determinados objetos, interesses fixos em determinados assuntos ou rotinas e alguns comportamentos repetitivos”, explicou.

Dependendo do grau do autismo que a criança apresenta ela poderá ter uma vida normal. “Tem muitos profissionais por aí que são respeitados nas suas áreas, que são independentes e que estão dentro do TEA. Existem médicos, dentistas, artistas, cantores, cientistas que conseguem ter uma vida “normal”, mesmo tendo autismo. Outros casos mais graves muitas vezes não conseguirão ter independência, principalmente porque muitas vezes o autismo vem acompanhado de outro transtorno ou síndrome (comorbidades). Mas cada caso deve ser avaliado por uma equipe capacitada no assunto.  O diagnóstico final deve ser dado somente por médicos (neurologista ou psiquiatra infantil). Porém, existem treinamentos específicos e exclusivos para o autista que consegue um treinamento de habilidades sociais e de comportamentos que auxilia o autista a driblar os sintomas e melhorar sua vida”.

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