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Público do seminário
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A Associação Autismo e Possibilidades (Asap) realizou no dia 7 de abril, no Teatro Fausto Rezende (praia), o seu segundo seminário. De acordo com a presidente da associação, Caroline Carvalho Castro, a Asap tem a intenção de todo ano, na primeira de semana de abril, trazer palestrantes para ministrar sobre o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), formas de tratamento e inclusão escolar, como uma forma de capacitar a comunidade, familiares e profissionais que convivem com o autista.

O seminário contou com três palestrantes, dentre eles, uma médica neurologista infantil de Bom Despacho, que abordou o Transtorno do Espectro Autista e as comorbidades que acompanham o transtorno. Uma psicóloga de BH abordou o atendimento ao autista severo e uma psicopedagoga lagopratense falou sobre a inclusão escolar e seus desafios, tanto para a criança quanto para a escola. “Queremos levar mais informações para os familiares, profissionais de forma geral que trabalham com o autista (professores, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, médicos, enfermeiros). Porém, gostaríamos muito que toda a comunidade escolar participasse (pública e particular), pois é na escola que vemos as maiores dificuldades de uma verdadeira inclusão, muitas vezes por desconhecimento do TEA e das suas possibilidades”, disse.

A ASAP

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A associação realiza reuniões com os familiares quinzenalmente. “Atendimentos para as crianças ainda não conseguimos oferecer por falta de recursos financeiros para pagamento de profissional. Nosso trabalho até então está sendo focado na divulgação do autismo e das possibilidades que cada pessoa possui”, explicou a presidente.

O AUTISMO

Segundo Caroline, o autismo é um transtorno que cresce a cada dia. “Existe um dado estatístico que diz que no Brasil existem cerca de 2 milhões de autistas e que em cada 68 nascimento de crianças uma está dentro do TEA (que vai do autismo leve ao severo). A primeira missão da ASAP é levar informações a respeito do autismo para que as pessoas não desrespeitem os autistas e suas famílias, que antes de tudo são cidadãos”.

De acordo com dados do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, em Lagoa da Prata existem 55 crianças autistas. “Nota-se que esse número diz respeito aos matriculados em escolas, mas estimamos que tenha mais, pois muitas crianças não foram diagnosticadas adequadamente e também algumas famílias, que, por não aceitarem a condição das suas crianças, não procuram falar sobre o assunto”, destacou.

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