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Juliano Azevedo é Jornalista, Professor Universitário, Escritor. Blog: www.julianoazevedo.blogspot.com.br Twitter e Facebook: @julianoazevedo E-mail: [email protected] Instagram: @julianoazevedo / @ondeeobanheiro
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Queria estar no clima de natal, escrever uma mensagem positiva, com significados místicos, com toques de reflexão, para trazer esperança para quem lê estas linhas. Seria algo para celebrar o fim de 2016, ano marcado por transformações profundas, trazidas pela política, pela economia, pela natureza. Muitas tragédias, mas também novas perspectivas para o futuro. Queria muito escancarar felicidade em cada palavra publicada neste papel. Estar vibrando, contando os minutos para a abertura do amigo oculto, estourar um espumante. Apesar de não estar sintonizado com o ritmo do pisca-pisca nem com vontade de ceias fartas, muito menos ansioso com a chegada do bom velhinho, ainda acredito no espírito natalino. Por isso, vou escrever o que está vindo do coração. Contarei uma história e o que tenho aprendido com ela. Fala de coincidências…

Tudo começou com um convite que recebi para proferir uma palestra em um grupo que está estudando poesia. Querem ouvir sobre minha experiência com a escrita, de onde busco inspiração para ter ideias para produzir textos semanais, como foi a iniciativa para publicar um livro, o tempo que utilizo do meu dia para escrever e as dificuldades que um escritor enfrenta para lançar obras em um mercado tão complexo. (Ainda não posso revelar outros detalhes, pois me pediram sigilo).

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Em seguida, fui imaginando como contaria meus casos, como me preparo para escrever crônicas, artigos, reportagens. Fiz um tópico sobre o que leio, os livros e os autores que inspiram. Anotei umas frases em um caderno. Rascunhei a palestra e deixei o conteúdo pronto para o tal encontro. Durante uma caminhada, a mente fervilhou de outras ideias. Quis contribuir com o grupo de outras maneiras. Inventei um projeto para se estender por mais tempo além das duas horas previstas no convite inicial. Acrescentei um desafio aos participantes do grupo. E a vida me desafiou também…

No decorrer dos dias, antes da palestra, conheci algumas pessoas que estavam na mesma sintonia dos meus pensamentos. Um quis ajudar por meio da música, mais um com serviço de maquilagem e penteado, outro forneceria material gráfico. No meu trabalho, uma amiga contou um caso de uma escritora que se encaixava como exemplo do meu tema. Um colega quis ajudar também e fez outra proposta, dentro do que ele atua como voluntário em outro projeto. De repente, o que seria um simples encontro se transformou em uma atividade de seis meses porque diferentes mentes ansiavam por um momento de disponibilidade ao próximo. Felizes coincidências do destino. Juntos começaremos a plantar a mesma semente para algo muito especial.

Fiquei pensando se não era um sinal para que o meu natal fosse diferente. De algo que eu faria sozinho, surgiu uma entrega coletiva. De união de ideais distintos, porém com um objetivo que se tornou mágico. Será um período de mãos dadas, de abraços, de um envolvimento com a comunidade. Será, certamente, um natal em família, com a minha, com a que construí, com os familiares dos que se aproximaram nesta data. O espírito de natal surpreende sempre.

Feliz Natal!

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