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Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializada em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 9 9869-9964 (Vivo) ou 9 9142-4349 (Tim) Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br
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Toc toc toc… alguém bate na porta de sua casa e você identifica que trata-se de um visitante indesejado, o qual você preferia não receber naquele momento. Para tentar se ver livre daquela situação você decide por não atender a porta. A campainha toca … você não atende… toca de novo… você não atende, começa a ficar cada vez mais ansioso e incomodado com aquela situação, até que, a campainha toca pela centésima vez e você percebe que o barulho da campainha tocando e o esforço para se ver livre em receber o visitante indesejado tem lhe trazido muito sofrimento e desgaste. Diante disso, decide atender a porta e recebê-lo… e então descobre que isso não foi tão difícil quanto parecia, que inclusive foi bem menos desgastante que as inúmeras tentativas de ignorá-lo.

O exemplo do parágrafo acima é fictício, provavelmente uma pessoa não tocará a sua companhia cem vezes seguidas, exceto se ela tiver uma urgência em falar algo muito importante para você! Neste caso ela insistirá até que consiga ser ouvida e, evitar atendê-la acarretará em um sofrimento e um desgaste ainda maior em você. É exatamente assim que acontece com nossos sentimentos. Alguns sentimentos são como visitantes indesejados, por exemplo: a inveja, a tristeza ou o medo. Tratam-se de sentimentos que consideramos chatos, difíceis de serem sentidos, incomodam, e exatamente por isso costumamos fazer de tudo para nos vermos livres deles. Todavia, uma vez que eles tem uma mensagem importante para nos dizer, não irão parar de “apertar a campainha” até que sejam ouvidos e sua mensagem seja recebida por nós.

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Receber sentimentos indesejados e dolorosos nem sempre é algo fácil de ser feito, por isso, quando chegam ao consultório psicológico é comum que as pessoas já tenham passado por um longo período “tentando ignorar o som da campainha”, mas perceberam que isso não resolveu, que fugir do “visitante indesejado” por tanto tempo os levou a um desgaste emocional e às vezes até físico muito pior. Se existem “convidados indesejados batendo a campainha de sua casa de forma persistente” e tem se cansado do som da campainha e de fugir deles, convido-lhe a mudar de postura e perspectiva. Entenda que estes visitantes persistem não porque querem lhe incomodar (apesar de incomodarem!) mas porque eles tem alguma mensagem importante para lhes dizer: convide eles a entrarem e então ESCUTE-OS!

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