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Certa vez tivemos a oportunidade de assistir a um vídeo que dizia que se avaliarmos um peixe por sua capacidade de subir em árvores, chegaríamos à conclusão de que o peixe é inútil. Outras colocações, muito importantes, foram realizadas nesse vídeo, como a evolução de vários itens da tecnologia que tiveram modificações ao longo de 150 anos e, atualmente, são muito diferentes e apresentam muito mais praticidade e utilidade do que na época em que foram inventados. No entanto, a única instituição que não sofreu modificações em sua maneira de passar informações foi a escola.

Esse vídeo nos fez refletir bastante sobre os modelos de ensino e aprendizagem que vemos na maioria das escolas espalhadas pelo mundo e que é o mesmo de muitos anos atrás, mais de um século e meio para sermos mais exatas.

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Ainda a partir do vídeo, surgiram alguns questionamentos: Como uma criança que está inserida em uma cultura diferente de uma outra, tem experiências distintas, participa de locais e vivências discrepantes pode aprender da mesma maneira? No seu próprio ambiente, ela utiliza dispositivos distintos para aprender novas coisas.

Algumas crianças tem mais facilidade de aprender visualmente, por exemplo, vendo modelos que deram certo. Outras tem mais facilidade ouvindo relatos e experiências. Outras, ainda, podem não apresentar tanta habilidade com a matemática, mas tem uma enorme facilidade em aprender outro idioma. E você sabe qual é o problema em tudo isso? Nenhum! Cada pessoa apresenta habilidades diferentes uma da outra e o que deveria ser feito é trabalhar de forma mais pontual o potencial de cada uma.

Nesse sentido, podemos pensar que existem várias maneiras de aprender. Em pesquisas encontramos alguns tipos de aprendizagem, que são: Lógico-matemática, Linguística, Espacial, Corporal-sinestésica, Interpessoal, Intrapessoal, Musical, Natural e Existencial.

Todavia, as escolas, muitas vezes, priorizam o ensino lógico-matemático e linguístico. As crianças que, por muitas vezes, não se adaptam a esse modelo de ensino são taxadas como fracas, desinteressadas e que não se esforçam o suficiente. O que se esqueceu de mencionar nesse aspecto é que a escola talvez não tenha percebido que aquela criança, em questão, aprenda de uma forma diferente.

É importante mencionar que se o tipo de aprendizagem de cada aluno fosse levado em consideração no momento do ensino, possivelmente, muito mais crianças se destacariam e teriam mais vontade de aprender. Essa adequação pode ser difícil inicialmente, mas com certeza trará muitos ganhos no futuro.

Flávia de Castro Silva – CRP 04/45856 Psicóloga e atende no Espaço Crescer/ Maria Bruna Mota Pereira – CRP 04/45107 Psicóloga e atende na Clínica Reabilitar e ASAP.

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