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Para a composição da peça, os alunos estudaram artigos de renomados autores, sendo a favor ou contra o trabalho infantil

A Associação Municipal de apoio às vítimas de violência (Amavi), através dos alunos do projeto Menino dos Meus Olhos, realizou hoje (20), um teatro sobre o trabalho infantil. A peça representava um tribunal, onde um júri popular julgaria e se posicionariam contra ou a favor do trabalho infantil.

O projeto foi desenvolvido pela coordenadora do projeto Meninos dos Meus Olhos, Canuta Miranda, pela Assistente Social, Rafaela Cristina Teixeira e pelas estagiárias de pedagogia Sara Elen Silva e Deisiane Morais Miranda. Atualmente, o projeto atende adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos 11 meses e 29 dias que se encontram em situação de risco e ou vulnerabilidade social. O programa oferece a esses adolescentes oficinas profissionalizantes de cidadania, meio ambiente, artesanato, arte circense, orientação profissional, handebol, basquete, natação, queimada, futsal, vôlei e inclusão digital. Propicia também atendimentos psicológicos e acompanhamento psicossocial. Realiza apresentações culturais de malabares e dança artística. O projeto atende todos os bairros e zona rural de Lagoa da Prata.

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Para a composição da peça, os alunos estudaram artigos de renomados autores, sendo a favor ou contra o trabalho infantil. Segundo uma cartilha desenvolvida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Lagoa da Prata (Creas), o trabalho infantil provoca uma tríplice exclusão. “Na infância, quando perde a oportunidade de brincar, estudar e aprender; na idade adulta, quando perde oportunidades de trabalho por falta de qualificação profissional; na velhice, pela consequente falta de condições dignas de sobrevivência”.

Durante o teatro, aconteceu um debate, onde os presentes puderam se manifestar se eram contra ou a favor do trabalho infantil e se justificarem. Alguns alunos do projeto se manifestaram contra o trabalho fora de casa, mas disseram que a criança deve ser ensinada sobre os deveres e as obrigações, ajudando os pais em alguns afazeres domésticos para aprender a importância do trabalho na vida. Outras, já se manifestaram a favor, devido à possibilidade de ajudar os pais nas contas da casa e aprenderem, desde cedo, a importância do trabalho.

No Brasil, o trabalho infantil não é permitido sob qualquer condição para crianças e adolescentes de 0 a 13 anos; a partir dos 14 anos pode-se trabalhar como aprendiz; já dos 16 aos 18 anos, as atividades laborais são permitidas, desde que não aconteçam das 22 às 5 horas, não sejam insalubres ou perigosas e não façam parte da lista das piores formas de trabalho infantil, conforme explica a cartilha do Creas.

Casa saiba de alguma criança ou adolescente que esteja nessa situação, denuncie: 3261-4761 – Creas ou 3261-1111 – Conselho Tutelar.

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