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Notícia foi publicada pelos principais veículos de imprensa do país e do estado

Após a agressão de um militar de Lagoa da Prata contra Anderson Alves da Silva, de 44 anos, o rapaz segue internado em estado grave. A ação ganhou repercussão nacional como no Jornal Nacional, Tv Record, G1, Jornal O Tempo, entre outros. Na versão dos militares envolvidos, o homem teria tentado tomar a arma deles e, por isso, foi derrubado no chão, porém, vídeos feitos por testemunhas indicam que ele apenas se aproximou do policial quando foi agredido de repente. No momento, o policial autor da ação ainda tentou algemar a vítima, mas desistiu quando percebeu que o homem estava desfalecido. Outros PMs se aglomeraram ao redor de Anderson, mas foram os amigos dele e outros frequentadores do bar que tomaram a iniciativa de colocá-lo na viatura policial e levá-lo à UPA, distante pouco mais de 150 metros do local. Tequinho, como é conhecido, deu entrada na UPA sem batimentos cardíacos e foi constatado pelo médico com traumatismo craniano. Ele foi encaminhado, em estado grave, para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Jornal Nacional

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Link do vídeo

Rede Tv

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Jornal O Tempo

Jornal Hoje em Dia

De acordo com um familiar da vítima, Tequinho ficou cerca de 23 minutos sem oxigenação no cérebro e corre risco de ter várias sequelas. “Acabei de sair do Cti e conversei com a médica. Ele teve quatro paradas cardíacas e ficou 23 minutos sem oxigênio no cérebro, isso gerou uma lesão muito grande. Já tem 24 horas que eles tiraram a sedação dele, então, já era para ele esboçar algum tipo de reação. Ele abre os olhos, mas não tem nenhum tipo de reação. Dentro de 12 horas, se ele não obtiver nenhum tipo de reação, infelizmente, a sequela pode ser muito grande”.

Portal G1

Testemunhas falam sobre a ação

Na reportagem do Jornal O Tempo, um amigo da vítima, que não quis ser identificado por medo e que estava no bar no dia. Ele conta que outras pessoas, conhecidas de Tequinho, colocaram uma mesa em uma rotatória em frente ao bar e, por isso, a Polícia Militar (PM) foi acionada. “Eles chegaram para agredir, não para pedir que saíssem da rua. Já chegaram chutando, sendo que as pessoas que estavam fazendo farra já começaram a ir para a calçada assim que viram a chegada da viatura”, lembra.

Na versão das testemunhas, Tequinho sequer estava na rua, mas dentro do bar até quando viu os policiais agindo com truculência contra um amigo, chutando o homem que já estava algemado e no chão. “Ele saiu do bar para conversar com os policiais, falar que não precisava disso, pedindo calma. Mas assim que ele chegou perto já foi agredido e caiu desacordado após bater a cabeça com força no chão. O policial continuou pressionando ele no chão, tentando algemá-lo, e só parou quando todo mundo começou a gritar que ele estava desmaiado e sangrando muito. Tivemos medo até de chegar perto para ajudar ele, para socorrer, com medo de também sermos agredidos pelos PMs”, detalha a testemunha.

Nas redes sociais, em uma conversa de uma advogada com a reportagem da Rádio Divinal FM pelo aplicativo Whatsapp , ela disse que os “rapazes realmente estavam na rotatória e a polícia já chegou agredindo. O rapaz que está entre a vida e a morte não estava na rotatória. É uma pessoa que não tem qualquer ocorrência… pessoa muito conhecida na cidade e de excelente comportamento… Chegou lá para apaziguar”, disse a advogada à emissora.

Ela ainda afirma que Tequinho “não esboça qualquer reação. Muito pelo contrário, é pego de surpresa com um golpe por um policial, vindo a cair com a cabeça no chão sem qualquer reação. E mesmo assim os policiais o viram para algemá-lo. Quando percebem que ele nem se mexe, ficam logo sem atitude diante da situação. Ainda como se não bastasse, não socorrem o agredido”.

O amigo de Tequinho ainda complementou que depois que o mecânico chegou ao hospital, ele foi rapidamente levado para dentro pelos médicos, porém, os policiais não deixaram que os amigos entrassem para obter informações. “Eles não queriam que a gente explicasse o motivo do ferimento e, por isso, nos deixaram do lado de fora. Ele é um cara do bem, nunca teve confusão com ninguém, pessoa muita querida em Lagoa da Prata e outras cidades da região. Queremos que as autoridades competentes analisem estas imagens, pois os policiais deram entrevista em vários locais falando que ele tentou tomar a arma, mas no vídeo dá para ver claramente que não é bem isso que aconteceu”, completa o amigo de Tequinho.

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