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Filha de um fazendeiro que perdeu a vida no Rio São Francisco, afogado, de nome Vasconcelos de Moura, mais conhecido como Moura.

A menina cresceu juntamente com a mãe e os irmãos em um sítio nas proximidades de onde se localizava a antiga Bripocal. Infelizmente ninguém conseguiu lembrar seu nome. Cresceu cuidando dos irmãos e auxiliando a mãe nos afazeres da casa.

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As notícias e rumores da Segunda Guerra por vezes invadia o noticiário do rádio e do tardio jornal que vez por outra o Inácio trazia de Belo Horizonte. A menina se encantava com o vai e vém dos caboclos que vinham à cidade buscar materiais para a lida na roça, bem como mantimento para vencer a luta nas fazendas.

Todos os dias, pela manhã bem cedo, ficava à beira da estrada vendo o passar dos tropeiros e do gado. Ela postava-se na porteira do sítio e ficava com cabaças à beira do caminho para dar água para os viajantes. Sempre ganhava moedas, bisnagas de salame, “meias” de queijo e doce na caixa de madeira. Ganhava também doces e carne seca. Garantia algum ganho em tempos de aperto.

Era muito querida e acabou ficando conhecida como a “Linda do Moura”, por causa dos olhos maravilhosos, azuis sem comparação, pele branca, branca, cabelos claros, quase loiros, sorriso cativante e olhar meigo e doce.

A cada dia ficava mais longe conseguir lenha para o fogo. Água já era bem mais fácil, pois logo ali perto, além do antigo córrego da Estiva e do Zé Cadeado, tinha também a Lagoa do Zé Manoel e também a Lagoa da Donana, com fartura de água e peixes.

Certa vez a menina foi até as proximidades do antigo casarão do Coronel. O sol estava muito quente e forte. A menina sentiu-se mal e rumou para casa, a fim de contar à mãe as vertigens que estava sentindo. Perto dali, onde hoje se localiza a Praça de Esportes, a menina caiu ao chão e ali permaneceu.

A mãe, sentindo a falta da filha pôs-se a procura-la. Buscou ajuda dos vizinhos e amigos. Todos partiram à procura da menina. Zé do Rancho, amigo da família, com o seu cavalo, foi o que encontrou a menina caída no chão, já sem vida. Colocou-a sobre o lombo do cavalo e rumou para a casa da menina, colocando-a sobre o banco de madeira da entrada da casa.

Branca como cera, espantou a todos que passavam por causa do brilho dos olhos, contrastando com a alvidez da tez da pele. A mãe, após o sepultamento, rumou para outras bandas, sem dizer para onde iria.

Dizem que o espírito da menina por ora permaneceu a rondar as casas do lugar. Dizem ser esta menina que aparece para algumas pessoas tanto no colégio Nossa Senhora de Guadalupe quanto recentemente, notícias deram conta de sua aparição na Praça de Esportes.

Certo é que a tristeza dos amigos e familiares, bem como a sua formosura, fizeram com que sempre fosse lembrada.

Histórias que o povo conta…

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