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Veja o vídeo da entrevista:

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Ao finalizar o terceiro ano de sua primeira legislatura, o que você pode mostrar para o cidadão que é resultado direto de seu trabalho?

Todo cidadão que vai assumir um cargo público tem que ser transparente para a sociedade. O vereador tem que tentar ter uma abertura com a prefeitura e manter um discurso direto com os deputados. Muitas vezes a Administração tem que receber os recursos e acatar. Tenho que parabenizar os prefeitos Roberto e Paulinho, que abriram espaço para que outros deputados tivessem abertura, como é o caso do Reginaldo Lopes, que trouxe quase 2 milhões de reais para o Hospital São Carlos para a aquisição do Centro de Imagem, inclusive, tenho resposta do documento que ele mandou pra mim. Isso foi o esforço de um grupo que apoiou o deputado Reginaldo Lopes. A Paulene Andrade e a Janaína, ambas da Secretaria de Educação, foram as pessoas que deram suporte ao maior número de votos para o Reginaldo Lopes em Lagoa da Prata. Isso mostra que antes de ele pedir voto mandou o recurso para ajudar a trazer o IFMG para o município. Aí você me pergunta: Foi o vereador? Eu estava junto com o prefeito e com a base. Agradeço a ele pelo empenho em Lagoa da Prata. Junto ao deputado Sargento Rodrigues eu consegui uma ambulância que já foi adquirida para a Secretaria de Saúde. Com o deputado Alencar da Silveira Júnior consegui o recurso de 50 mil reais para a iluminação do campo do Associação dos Veteranos do bairro Gomes. Cerca de duas semanas antes de sair a notícia sobre a possibilidade do fechamento da agência do INSS eu já havia enviado ofício para o deputado Reginaldo Lopes. E logo quando saiu a veiculação da notícia ele deu uma entrevista na rádio para dizer que a agência não fecharia. Isso é um trabalho de contatos, pois não é fácil. Embora não seja função do vereador, nós temos que procurar recursos, pois nem sempre a prefeitura terá como ajudar.

Você veio da área da segurança pública como policial militar e trabalhou durante muito tempo à frente do Proerd. Nenhum dos vereadores conhece a área de segurança pública tão bem quanto você. O que você sente ao vermos que a violência tem aumentado cada dia mais em Lagoa da Prata e nada parece acontecer para diminuir a escalada da criminalidade?

No início de 2013 realizamos a audiência pública de segurança pública, que teve a presença dos deputados João Leite, Sargento Rodrigues, Tiago Ulisses e Fabiano Tolentino. Também participaram juízes, promotores e do delegado regional. A audiência me deixou um pouco frustrado, pois vários anseios da sociedade não foram cumpridos. A parte dos vereadores nós realizamos, porém, a parte de executar caberia ao Estado, não foi feita. A Guarda Civil Municipal é uma questão que me preocupa. E o motivo é que a Polícia Militar é subordinada ao Estado e a Guarda Civil é subordinada ao Município. Então, o Município, no meu ponto de vista, teria que investir mais na guarda. Inclusive foi repassado pela Câmara um recurso de 60 mil reais e foi indicado para a aquisição de uma viatura, cursos de teaser e aquisição de armas não letais para GMC. Acredito que o prefeito esteja estudando melhor para investir, municipalizar o trânsito, mas temos que correr atrás o mais rápido possível para aumentar esse efetivo e com cursos de qualificação para a Guarda Civil Municipal.

Existe a possibilidade de criação de um programa municipal de combate às drogas nos moldes do Proerd?

Se Deus quiser isso vai sair do papel. Eu tive um apoio da secretária de educação Paulene Andrade, da sua equipe e do prefeito. Se este programa der certo outros municípios poderão usá-lo, pois ele será um programa municipal de combate às drogas. O município está numa crescente de usuários de drogas.

Um assunto que as pessoas reclamam muito é com relação ao horário que a Câmara realiza as reuniões. Qual o motivo da mudança desse horário?

A princípio, o objetivo desse horário das 16 horas é que trouxesse mais crianças e adolescentes das escolas para estarem presentes nas reuniões, pois o futuro de Lagoa da Prata está nas mãos dos jovens. A ideia seria que, com esta parceria com as escolas, pudéssemos fazer com que os alunos vissem como é o trabalho na Câmara e, através disso, formarmos cidadãos conscientes.

Vimos que a presença dessas pessoas na reunião não aconteceu. Existe a possibilidade de voltar as reuniões para às 20 horas?

O intuito era ter a presença das pessoas, já que não aconteceu vimos que as elas dão preferência para ouvir a transmissão feita pela rádio. Já que não deu certo, deveria voltar para 20 horas para que as pessoas possam vir ou ouvir melhor em casa.

Este é seu primeiro mandato como vereador. Tem algum arrependimento sobre determinada votação ou posicionamento? Qual a avaliação que você faz da política. O que você enfrenta aqui na Câmara e o que acontece atrás dos microfones, alguma coisa lhe surpreendeu negativamente?

Não me arrependo. Venho de uma família que ensina a fazer o melhor possível, a não prometer o que não posso cumprir. Como vereador, pude ajudar muitas famílias, não com recursos, mas com influência. Eu imaginava uma coisa totalmente diferente, principalmente por muitas vezes precisar de recursos para o Proerd e pensar que se estivesse dentro da Câmara seria mais fácil. É claro que temos divergências políticas e pessoais, mas aqui tem bons vereadores trabalhando em prol de Lagoa da Prata.

Na redação do Jornal Cidade recebemos várias reclamações de que as reuniões dos vereadores são improdutivas, que acontecem muitas brigas e a coisa não funciona. Por exemplo, a Câmara deixou passar a oportunidade de obrigar o SAAE a negociar o valor da taxa de esgoto quando autorizou a autarquia a fazer o concurso público. Depois disso aprovou um decreto legislativo anulando o aumento, que foi derrubado pelo SAAE. E recentemente outra vereadora entrou com outra proposta para que se cobre o consumo real. Falou-se muito, fez muito barulho e não aconteceu nada. Muitas vezes as pessoas tem essa sensação em alguns momentos. Por que isso acontece?

Tarifar não é competência da Câmara. Isso quem faz é o Executivo. Alguns projetos têm que passar pela Câmara. Nesse caso dos cargos, todos nós sabemos da necessidade de funcionamento da ETE e tem que contratar funcionários. Agora, se esse valor está alto, baixo ou precisa melhorar é mais técnico. Acredito que o próprio SAAE fez o estudo. Mexeu muito com a sociedade? Mexeu, por ser uma tarifa muito pesada para muitas pessoas. Infelizmente, nós, cidadãos, estamos pagando para termos melhorias, que no meu ponto de vista a ETE é uma obra do Governo Federal e quem deveria arcar com o seu funcionamento é quem fez a obra.

Você é candidato à reeleição?

Sou candidato a vereador.

Obrigado pela entrevista. O espaço está aberto para as suas considerações finais.

Gostaria de informar que parte dos recursos economizados na Câmara no exercício de 2013 ficou à disposição do prefeito o valor de 180 mil reais. Indicamos e solicitamos que tais recursos fossem utilizados na cobertura das quadras dos bairros Santa Helena, Sol Nascente e no Conjunto Habitacional Chico Rezende. Bem como o valor de 130 mil reais que foi repassado em partes iguais para 13 entidades do município cadastradas no Conselho Municipal de Assistência Social. Saliento ainda o recurso de 60 mil reais que foi indicado para aquisição de motocicletas para a equipe GPMOR da Polícia Militar, visando mais agilidade nas abordagens policiais. Também foi repassado o valor de 60 mil reais para a aquisição de uma viatura, cursos de teaser e armas letais para a Guarda Patrimonial. O Jornal Cidade é muito bem visto e gostaria de pedir para vocês, leitores, visitarem a Câmara. Conheça os seus vereadores, procurem mais a Câmara para você conhecer o trabalho da pessoa que você escolheu para te representar.

 

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